quinta-feira, 1 de maio de 2008
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Para animar os barcelonistas
Vamos lá a animar, não é nem será a última vez que uma equipa de sonho, com Ronaldinho, Messi, Etto, Henry, faz uma época miserável! Estou em crer que para o ano ainda será pior! Mas os craques são devotos, não fogem para Madrid. Porque será, pergunto eu. Será amor ao clube? Será porque ganham tanto como o Figo na sua estadia na catalunha, e não gostam de dinheiro? Será do Guaraná?
Mas para animar os barcelonistas, os portugueses porque os originais quanto mais baterem com a cabeça na parede mais satisfeito fico, aqui ficam alguns motivos para acreditar que as coisas ainda podiam ser piores. Podiam ter um ladrão como presidente para começar...
domingo, 27 de abril de 2008
Na liga portuguesa...
benfica 2 Belenenses 0
As descidas...
União de Leiria
sábado, 26 de abril de 2008
Génio do Futebol
Serve este post, em vesperas de mais uma convocatória de scolari, para lhe relembrar que anda por aí à solta (já recuperado das lesões que o perseguiram) um génio de nome Hugo Viana.
Serve também para o Presidente Dr. Jorge Nuno Pinto da Costa, leitor assíduo deste blog não se esquecer que jogadores como Paulo Assunção seriam superiormente substituidos por génios como este que se exibe no video seguinte
PS: Recua Raul Meireles e o resto do triangulo fica H.Viana e L.Gonzalez!
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Na auto-estrada do TRI...!!!!

domingo, 20 de abril de 2008
É por isto...
A equipa leonina entrou muito apática no encontro em Leiria e ficou em desvantagem a partir do minuto 14, altura em que Paulo César abriu o marcador. Aos 18 minutos, o mesmo avançado bateu o guarda-redes Rui Patrício pela segunda vez.
Sem resposta ao resultado negativo, o treinador Paulo Bento colocou Derlei ao intervalo e Pereirinha minutos mais tarde. O Sporting rematou por duas vezes ao poste da baliza de Fernando (Miguel Veloso, aos 51, e Liedson, aos 67).
Aos 74 minutos, Sougou foi mal expulso pelo árbitro Carlos Xistra. Paulo Bento voltou a mexer com a entrada de Romagnoli para o lugar de Izmailov.
Aos 83 minutos, o Leiria marcou um golo de excelente recorte técnico, isto depois de o árbitro ter anulado momentos antes um tento aos leões. N´Gal bateu de calcanhar o guardião visitante.
No entanto, o Sporting reduziu aos 86 minutos por intermédio do avançado brasileiro Liedson. Aos 88, foi a vez do atacante leonino Derlei ser expulso por protestos.
Jesualdo Ferreira:«O F.C. Porto está num bom momento, em alta, com grandes níveis de confiança. Depois do primeiro golo saímos do jogo. Não é esse o F.C. Porto que gosto. Na segunda parte, fomos o F.C. Porto. Ficou 2-0, mas com uma pontinha de sorte até podia ter sido algo mais. Faltam três jogos, que vamos encarar com a mesma seriedade, até para preparar a final da Taça de Portugal. Não vamos abdicar dos objectivos de sempre, vencer, mas é óbvio que já há jogadores desgastados, portanto vamos gerir o esforço com cuidado. Lisandro? É mais um golo para o F.C. Porto, mais para a conta pessoal, vai ficar seguramente entre os três melhores marcadores de sempre do F.C. Porto e fica muito bem. Claro que quero que continue no clube.»
Outros preferem fazer isto...
São escolhas!!!
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Uma época de sonho!

"Numa tentativa para desbloquear a situação financeira que o clube atravessa, o presidente do SJPF, Joaquim Evangelista, está reunido desde as 15h30 com a Administração da SAD do Boavista, no Estádio do Bessa. Na reunião, além do presidente do sindicato, estarão igualmente presentes o treinador do Boavista, Jaime Pacheco, e os capitães da equipa, Mário Silva, Marcelão e Fary."
Será este o fim da história do clube da rotunda?("Boavista Futebol Clube é um clube desportivo português com sede na freguesia de Ramalde..." in Wikipedia).

Serão os adeptos que enchem este estádio fãs do Ramaldense??!?!
O fim do clube da rotunda está à vista e que gozo me dará passear-me naquela zona da cidade, e no local onde se situa actualmente o estádio de Ramalde poder fazer umas compras e comer um BigMac no futuro centro comercial que lá se construirá...
E eu que até nem sou fã do capitalismo selvagem...do mal o menos!
Obrigado ex-vocalista dos BAN!
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Oh Chalana, pede outro que eu também bebo!
Esse foi o momento do jogo. O ponto de reviravolta. Moutinho, tal como Izmailov, não marcaram qualquer dos 5 golos, mas foram fundamentais. Agora é fácil criticar o Benfica, lembrar a Académica, mas aos 61 minutos ninguém tinha a ousadia de tal coisa! O mérito é todo do Sporting e dos seus jogadores, de Liedson (grande pilha galinhas, 8 golos já metidos na capoeira e espero ver a dezena ainda este ano) e Djaló (grande retorno da lesão, 6 jogos 6 golos, a fazer lembrar aquele caçula que no Guadiana, em 2006, surpreendeu tudo e todos, esse corte de cabelo e maior dedicaçao ao ginásio foram determinantes para melhorar a atitude, algo que o Veloso precisaria igualmente de aprender) passando pelo Tonel e acabando em Derlei, um ninja na vontade e no querer, fabuloso em resistir a 7 meses de calvário, em fim de carreira, a demonstrar a quem se tinha esquecido que não bastam pernas e resistência para se jogar à bola, é preciso igualmente um grande coração!
Parabéns pois a estes fantásticos atletas que, quando querem e, sobretudo, quando Paulo Bento deixa, ao anular o losango e deixá-los como diabos à solta, a magia solta-se!
Mas há erros, e há culpados, mesmo neste momento de euforia não se pode branquear a nulidade que é Abel, a falta de categoria que patenta Rui Patrício e a estupidez que foi colocar Veloso a central, ele que deveria ser castigado pelo seu estilo petulante e alheio à dedicação ao clube, sobretudo em contraponto ao Stoijkovic, que está a ser rigorosamente e excessivamente castigado! Não posso calar esta revolta porque somente a minha paixão pelo clube me permitiu ver a segunda parte, eu que ao intervalo desejei que o Benfica espetasse 7 ao Sporting para ver se Paulo Bento saía do clube. Não me custa admiti-lo, podia apenas louvar e esquecer, mas já não tenho idade para isso. A primeira parte, a acompanhar o estilo das outras 50 primeiras partes desta epoca, foi uma merda! E o engraçado é que, no fim, todos os sujeitos, de jogadores a treinador, reconhecem esse facto! E que fazem para muda-lo? E porque Pereirinha foi tão defendido e, quando finalmente mostra valor, é encostado? E porque Abel é vaca sagrada? E Rui Patrício? E porque Miguel Veloso joga sempre 90 minutos? E porque, sem dinheiro, gastaram a caixa de esmolas em Tiui, que até deu anedotas no Brasil? São demasiadas questões para ficar enebriado pela vitória. Até porque, para ser sincero, não aposto 10 cêntimos em como garanto que o Sporting vence em Leiria no fim de semana! Paulo Bento, meu caro, o Mourinho foi adjunto, carregador de bolas, tradutor e a verdade é que só em 2001 se assume como treinador principal! Depois de 15 anos a adquirir conhecimentos. O Mourinho de 1988, num video que circula no youtube, se fosse treinar o Sporting, não durava seis meses! Quero com isto dizer que tu, Paulo, acabaste a carreira de jogador, estagiaste 12 meses nos juniores leoninos e chegaste ao topo como treinador. Não colocando em causa a forma como disciplinas os jogadores, não deixa de ser verdade que és teimoso como uma mula, insistindo no maldito losango quando está visto que não dá mais, até o Carvalhal consegue passar 4 jogos sem perder com o Sporting por esse facto! Chamem-me o que quiserem, mas Paulo Bento deveria ter a humildade de descer no posto, passando a adjunto e deveria assumir o comando um homem que me marcou, tanto no Alkmaar como no Porto: Co Adriaanse, o último treinador que, realmente, treinou o Porto!
PS:

O Chalanix é um cómico. Começou por afirmar que não fala de árbitros e arbitragens. Depois, mal acabou o jogo, queixou-se de um penalti. Minutos depois, na conferencia de imprensa, já eram dois! Cá para mim o primeiro era pro Vilarinho e o segundo foi o Toni que lhe pediu, para não deixar o amigo a beber sozinho. A ser assim não se pode deixar de elogiar o Chalanix, sempre a olhar pelos amigos. Até me apetece dizer: Oh Chalanix, pede outro que eu também bebo!
PS2:
Maio de 1994. Uma noite desse mês chuvoso. O Benfica, apesar da lenda contrariar as minhas palavras, sem grande mérito mas com uma grande vaca, humilha o Sporting com o famoso 3-6! Ontem faltou um para a retribuição! Um só mas que representa muito! Era o único motivo porque não estava 100% satisfeito. Até que…
Ah grande Fedorento, muito obrigado pela tua aparição em Alvalade! E muito obrigado por teres inchado como um sapo! Até gritei golo, essa imagem valeu como o sexto golo leonino. Então sim pude relaxar, ao fim de 14 anos a vingança estava completa. Obrigadinho, volta sempre!
sábado, 12 de abril de 2008
Deixem falar o Chalanix
Só tenho pena não ter comigo a música do Bonga (da lágrima no canto do olho) para tocá-la enquanto o Asterix lampião bota discurso. Enfim, não se pode ter tudo...
quinta-feira, 10 de abril de 2008
1978-2008: Os passos do Dragão

A bola, chutada por Ademir, saiu meia enrolada, mas parecia levar vida própria, conduzida por milhares de adeptos que a tentavam convencer para, ao chegar junto à baliza, fazer um pequeno desvio para as redes. Na baliza do Benfica, Fidalgo, que substituía o elástico Bento, tentou esticar-se mas o lado hipnótico enganou a bola e ela entrou mesmo. Um simples lance que terá mudado o curso da história do futebol português. Um golo decisivo que reconquistou para as Antas um título que fugia há 19 anos e marcou o início de uma nova era na correlação de forças nos relvados lusos.
Já passaram trinta anos desde essa tarde histórica. Não é, no entanto, um mundo assim tão distante.

Entre 1978 e 2008 existe um elo de ligação poderoso que faz a força, corpo e alma do FC Porto "produto regional", insubmisso ao poder central. Num ápice, o onze azul-e-branco deixou de jogar como quem moía um sentimento, para, de sobrolho carregado, erguer um exército futebolístico que no fervor revolucionário de meados dos anos 70 encontrou o habitat perfeito para colocar uma bola no centro do confronto com os velhos poderes macrocéfalos da capital.

A “revolução azul” prolonga-se há três décadas. Todos os movimentos históricos são feitos por acção ou por reacção. O FC Porto foi, claramente, um movimento de reacção. Longe das sofisticações do Gambrinus ou do Maximes, mas cliente das opíparas tertúlias quase clandestinas do Orfeu e da Petúlia, hoje extintas mas cujo legado permanece ao ponto dos traços ideológicos do título do FC Porto 2007/08 serem, na essência, os mesmos de 77/78.
É este o segredo do FC Porto e de qualquer clube para manter-se no topo durante décadas: decifrar o seu ADN.

Na génese, um homem, mestre em vários campos. Na arte da táctica e na arte do conflito, um estudioso do comportamento humano. José Maria Pedroto. Os traços do Porto “pedrotiano”, o Porto da “inteligência e da esperteza”, continuam vivos, das Antas para o Dragão, na mente e nos actos. Um forma de viver que se transformou numa forma de jogar.
De Duda, Gomes e Ademir, até Lisandro, Lucho e Bruno Alves, passando por João Pinto, Baía e Jorge Costa. Parece que jogaram todos na mesma equipa. Como aqueles trinta anos fossem sempre a mesma época.
O rosto mais “humano” do presente é apenas um “upgrade” estratégico, como a descoberta, em meados dos anos 80, do bicho mitológico no topo do emblema. Era o nascer do Dragão símbolo azul. Mesmo depois das grandes conquistas internacionais, a ideologia permanece intacta.
Jesualdo gosta de definir as exibições da equipa como “sérias” e “inteligentes”. Serão esses os melhores adjectivos, de facto, para definir o futebol portista a longo de três décadas, mas nesses percurso, também existiram os mágicos. Oliveira, Madjer, Futre, Deco, Quaresma. Toques ilusionistas suportes da visão táctica, como quando, no jogo de 78, Pedroto, a perder, tirou dois defesas (Freitas e Gabriel) e meteu dois avançado (Vital e Seninho) passando a jogar com três defesas. Hoje, os traços tácticos e técnicos têm sotaque argentino, os passos e os passes ritmados de Lucho, os remates guerreiros de Lisandro, e as diabruras de “gipsy king” Quaresma.
Ao longo de três décadas, nenhum outro clube entendeu tão bem as diferentes faces da táctica futebolística dentro e fora do campo, quase como se fosse uma extensão desportiva da frase imortal de D. João II: “tempos há para usar de coruja e outros há para usar de Falcão”.
É a história e uma bola de futebol.


A marca de Jesualdo
Dois campeonatos, o “Dragão de Ouro”, a postura esfíngica no banco, o discurso destemido nas conferências. A marca do reciclado Jesualdo.
Chegou no Verão de 2006 com a pré-época já terminada. Encontrou uma equipa feita mas com ideias diferentes. Reequilibrou-a tacticamente à sua imagem (do aventureiro 3x3x4 de Adriaanse para o equilíbrio racional do 4x3x3) e cavou um abismo para outros grandes. Na segunda época mais do que na primeira. Dois títulos sem sombra de pecado.
Para o terceiro ano, o desafio da dimensão internacional. É o que falta para deixar uma assinatura própria incontornável no “casa do Dragão” onde muitos treinadores acabam com o tempo diluídos pelos méritos da “máquina azul”. Onde, dizem, “qualquer um ganha”.

As exigências europeias são, porém, maiores. Saber defender mais à frente (memória de Pepe) e mais posse e controlo a meio-campo (saber jogar em 4x4x2). Mais qualidade individual para dar maior poder colectivo. No terceiro ano de Jesualdo, o supremo desafio europeu.
O jogador símbolo
Em todas equipas existem os chamados jogadores-símbolo. Quase como alter-egos do colectivo. Lucho, na táctica, Lisandro, nos golos, Quaresma, na magia, serão três símbolos deste FC Porto altivo, mas nenhum deles nasceu na era-Jesualdo onde nunca surgiram reforços de primeira página.
Por isso, teve de inventar, nas caves do laboratório interno, o seu jogador-simbolo. Aquele que possa ser apontado como obra do professor. Uma obra futebolistica com nome e duas pernas: Bruno Alves.

Antes de Jesualdo, um jogador preso a uma imagem de excessiva dureza, suplente cativo, pouco utilizado e olhado com desconfiança.
Depois de Jesualdo, um jogador de personalidade, chefe que manda e assusta, titular indiscutível, sucessor da herança dos centrais portistas que só de olhar intimidam avançados.
Existem muito tipo de jogadores para elogiar na hora da vitória. Nessa altura, sinceramente, tenho tendência a elogiar aqueles com os quais iria a qualquer lado. Bruno Alves é esse jogador-simbolo, uma paixão antiga de Jesualdo.


