
Há um novo líder do campeonato, com justiça, antes de mais, mas também com polémica à mistura, em virtude de um golo, o primeiro da partida, em fora-de-jogo. O FC Porto aproveitou da melhor maneira os empates fora de casa do benfica e do Sporting e, também fora de casa, despachou o Braga com dois golos sem resposta. Quer dizer, não foram bem sem resposta, porque a equipa de Jorge Jesus demonstrou ser uma das melhores do campeonato. Em boa verdade, pecou na finalização. Contas feitas, os portistas venceram em três estádios e chegam à liderança pela segunda vez esta temporada.
É melhor começar pelo princípio para explicar a vitória do FC Porto. O Braga entrou no jogo sem a equipa esperada - Meyong ficou no banco e entrou Mossoró para o lado de Luis Aguiar, ambos no apoio a Renteria -, mas da forma que se esperava, isto é, de rompante. Tanto assim que encostou o FC Porto lá atrás, pressionando-o, quase sempre pelo corredor direito. Porquê? Estava lá Cissokho (jogou Fucile à direita) e era esperado que o francês vacilasse com tamanha pressão de Alan, Aguiar e companhia. Apesar do ataque desenfreado do Braga, também foi certo que as oportunidades flagrantes de golo não aconteceram. A equipa de Jesualdo Ferreira aguentou a pressão, passou a circular melhor a bola e chegou à baliza do Braga aos 20', no tal golo marcado por Rodríguez após posição irregular de Hulk. Ora, o Braga acusou demasiado o golo e a organização do meio-campo, onde tinha superioridade numérica fre

nte ao adversário, desmoronou-se. Para complicar as coisas, Moisés teve uma enorme falha de marcação e dez minutos depois do primeiro o Braga estava a sofrer o segundo golo, desta vez por intermédio de Lisandro. Foi o quinto golo sofrido pelos arsenalistas em casa e o primeiro do argentino em 2009. Para tentar acabar de vez com as coisas antes do intervalo, o FC Porto pressionou ainda mais o Braga nos minutos finais e conseguiu mesmo mais um golo, por Tomás Costa, que havia entrado para substituir o lesionado Rodríguez. Só que, numa espécie de lei da compensação, o árbitro Paulo Costa invalidou-o. Esteve mal, como tinha estado no primeiro golo do jogo.
O Braga estava a precisar de Jesus e o intervalo chegou em boa altura. Correcções de posicionamento e homens novos em jogo: Meyong e Matheus, por troca com Mossoró e César Peixoto. No entanto, foi o FC Porto que entrou melhor, com duas grandes ocasiões para marcar (Tomás Costa e Lisandro). A partir daqui a equipa portista entregou ao Braga o controlo do jogo e tapou de forma eficaz os caminhos que iam dar a Helton. Aproveitando a presença de Tomás Costa, Jesualdo desenhou um 4-4-2 no relvado que se revelou seguro.