
Pensei errado, mas lavo as minhas mãos desse pensamento. Que culpa tenho eu, como simples adepto, da minha equipa manter uma postura de morto-vivo ao longo de toda a temporada? Como pode uma injecção de vitalidade como aquele pontapé do russo não trazer para a vida o conjunto leonino? Mistérios que me ultrapassam, é inadmissível a passividade com que o meio campo leonino assistia à dança que a equipa portista oferecia à plateia, com a bola a circular da esquerda para a direita e regressando á esquerda, tudo em velocidade, tudo em sintonia. Parecia andebol, bola de um lado para o outro, equipa adversária arrastada das suas posições, atarantada e sem noção de espaço, cruzamentos para a área e perigo constante a rondar a baliza de um Patrício atarantado, parecendo a determinado momento como o tolo a meio da ponte, sem saber para que lado se devia deslocar, acabando por… nem se mexer na maior parte dos golos sofridos!
O segundo golo portista representa o maior defeito da equipa leonina: incapacidade de defender o espaço central da sua baliza! O Porto, em todo o jogo, bloqueou meia dúzia de remates do Sporting, alguns deles que prometiam fogo para Beto. É a obrigação do médio defensivo e dos centrais, dar o corpo ao manifesto como se diz na gíria. Que fez Adrien no lance do primeiro golo de Falcão? Provavelmente ninguém se recorda porque ele não fez nada, o colombiano teve tempo para dominar, controlar, puxar pró lado, olhar para a baliza, mandar um beijinho prós “paneleiros dos olés” e rematar. Tudo sem Adrien esboçar um gesto, apenas com os olhos tentou contrariar o remate.
O jogo acaba aqui, neste momento. Só se o Sporting tivesse a fabulosa capacidade de transformar cada biqueiro do meio da rua em golo é que discutiria a eliminatória, mas mesmo sendo Izmailov um reconhecido rematador de qualidade, nem todos os dias o rei faz anos. Seguiu-se um terceiro, um quarto, um quinto, e as coisas ficaram por aqui porque os remates seguintes (e existiram mais remates) não tiveram a leitaria do de Mariano Gonzalez. E por falar em Mariano, o pato feio dos portistas rubricou a exibição da sua vida, não há volta a dar, mesmo os que nele só vêem defeitos têm de possuir suficiente humildade para o reconhecer, quem acredita que jogou o suplente e que o dito Cebola faria melhor tem de deixar urgentemente as drogas!
Fica para a história uma vitória inquestionável, num jogo perfeito do Porto, o melhor da época, e o regresso da pior face do Bentismo ao Sporting. E por falar em faces houve uma que merecia ter levado novo par de lambadas, o levezinho já me anda a meter nojo com a história do Sá Pinto, e como eu pensam muito sportinguistas, está na hora de alguém lembrar ao brasileiro que de bestial a besta vai-se mais depressa que do Porto à Madalena, residência oficial do conselheiro matrimonial dos pais dos árbitros portugueses.
Acabo este post dedicando umas linhas a três promessas leoninas: Patrício, Carriço e Adrien Silva. Tanto Patrício como Carriço foram, num passado recente, ligados ao Inter e a Mourinho, tendo inclusive o pequeno mouro feito referência à qualidade dos dois atletas. Podemos elogiar ou condenar o valor de cada um deles mas deixo aqui ficar uma nota importante: ontem Silvestre Varela completou 25 anos! Sim, não é engano, 25 anos! Fala-se do erro leonino, mas a verdade é que Varela, dos 20 aos 24, pura e simplesmente encontrava-se emperrado, e o Sporting não pode ser a Santa Casa da Misericórdia com todos os seus jovens, caso contrário, como já aqui expliquei a quem quis entender, com 20 miúdos a sair por ano, e com 10 anos de duração de carreira profissional em média, significaria que o Sporting em 2020 teria um plantel de 200 jogadores… só contando os formados em sua casa! Realmente nem o Noé, que teve de conviver só com animais durante o dilúvio, teve tantas dificuldades em fazer passar mensagens tão simples. E falo aqui de Varela por uma razão muito simples: Adrien Silva. O miúdo de 20 anos pode vir a ser um craque mas de momento não tem estaleca para ser o pêndulo defensivo do meio campo, posição fulcral em qualquer equipa. Perguntem aos portistas a importância do papel de Paulo Assunção e actualmente de Fernando, perguntem aos benfiquistas a importância de Javi Garcia na época em curso! Adrien pode, aos 23 ou 24 ou até aos 25 anos ser um magnífico jogador, mas um clube com a tradição leonina não pode desperdiçar constantemente o presente, a chegada de Pedro Mendes foi uma excelente notícia e, depois, há que olhar para André Santos, colega de Adrien Silva nos juniores leoninos e que, após duas épocas emprestado a clubes onde a pressão é infinitamente menor, explodiu para o futebol sénior! Adrien foi ontem, no jogo leonino, uma peça em falta, uma lacuna que emperrou a equipa, que não lhe deu segurança defensiva e nada acrescentou nas transições ofensivas. Deve-se descartar Adrien? Não, acredito no seu valor, mas tem de rodar noutro clube, onde possa aprender com os erros próprios de quem tem muito a aprender e que precisa de tranquilidade para aprender com esses erros. E o mesmo se passa relativamente a Carriço e a Patrício, jovens que podem ser alvo de críticas destrutivas, sobretudo de quem lhes deseja o insucesso, mas que dentro de 3 ou 4 anos, encontrando-se nos clubes rivais, serão então considerados vedetas e o Sporting visto como desaproveitador! Atenção pois a quem tem a obrigação de avaliar os jogadores, todos estes jovens mencionados têm valor mas têm igualmente de ser protegidos.
PS:
Ia acabar por aqui mas tenho de falar do animal que anda mascarado de lateral esquerdo no meu Sporting. Grimi não passa de um bêbado argentino, se for preciso eu pago a viagem de regresso à Argentina desse maltrapilho e pobre desculpa de jogador, é constantemente comido em todos os lances, em todos os jogos, por todos os adversários, mesmo se forem dos Pescadores da Caparica! Sabem o que isto significa? Muito simples: lá porque existem olheiros de grandes clubes a observar jogadores por todo o planeta, não significa que saibam o que estão a fazer! Já no início do milénio três jovens jogadores leoninos (Caneira, Paulo Costa e Alhandra) foram seduzidos pelas liras do Inter de Milão e nenhum deles viria a ser jogador a sério, exceptuando esporadicamente Caneira, que apesar de tudo ainda teve alguns momentos na sua carreira. Outro exemplo foi um tal de Vasco Faísca, expoente central leonino a quem se apontava grande futuro e seguiu o mesmo canto da sereia italiana, dando o mesmo resultado dos atrás mencionados, sendo que neste caso teve tanta vergonha que preferiu ficar pelas terceiras divisões italianas a regressar aqui ao nosso cantinho. Mas que ninguém se ria porque o mesmo sucede em todos os clubes portugueses, ainda há pouco tempo um tal de Coelho dos escalões portistas foi parar ao Inter e agora está no Benfica. Se assim é por cá, o mesmo se passa com os miúdos argentinos, e Grimi foi um desses, lá porque esteve em Millanelo não significa que tenha sido jogador do AC Milan, a mim também me enganou quando foi contratado mas a verdade é que eu sou apenas adepto, o responsável pela contratação (provavelmente o palhaço do Carlos Freitas) devia atirar-se da janela abaixo se tivesse um pingo de dignidade! E dizem estes tipos que são agentes desportivos, que são directores desportivos? São, isso sim, incompetentes chulos desportivos!









