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domingo, 31 de janeiro de 2010

Liga Sagres: 17ª Jornada


Sp. Braga 1 Sporting 0

O Sporting foi a Braga perder com o líder do campeonato e, em abono da verdade, o resultado aceita-se. E aceita-se por vários motivos. Primeiro porque este Braga é uma equipa na verdadeira acepção da palavra, encontra-se recheado de bons jogadores (sem, no entanto, possuir estrelas que despertem a atenção dos colossos europeus), escolhidos a dedo para cada posição e que sabem perfeitamente as funções que têm a executar a cada momento do jogo. O facto de ter recebido e vencido os 3 grandes do futebol português, sem ter concedido um único golo nesses desafios, define a forma como a equipa interpreta e executa o plano que o técnico minuciosamente tem preparado, demonstrando não só (muito) trabalho como inteligência e saber: Domingos Paciência está feito um senhor treinador e não me custa reconhecê-lo. Em segundo lugar, a equipa bracarense, tal qual tinha feito com Porto e Benfica, apresenta grande disponibilidade física para aguentar todo o jogo, seja sob pressão seja a incutir pressão no adversário, revelando frieza no aproveitar das ocasiões que dispõe, sendo certo que Paulo César teve felicidade no ressalto que deu golo, não é menos verdade que teve qualidade técnica para se desembaraçar de Veloso e J. Pereira. É igualmente verdade que Rui Patrício teve uma noite praticamente tranquila mas quem segue o campeonato 2009/10 já deu conta do modus operandi dos arsenalistas, não são equipa para dar espectáculo mas sim para somar pontos. E, no fim, o que desejam verdadeiramente os adeptos? Por fim, e igualmente importante, o Braga venceu sem dedo do árbitro João Ferreira, o que é de louvar, sabe melhor assim a vitória aos vencedores e custa menos aos vencidos.

Quanto ao meu Sporting. Fico com a ideia que podia ter feito mais mas as circunstâncias não ajudaram. Marat Izmailov não realizou um único treino semanal e viu-se que não estava em condições, logo o russo que tem passado ao lado da época, tendo o papel vital que todos reconhecem. Mas se do russo já era esperado fraco contributo a minha desilusão foca-se sobretudo em dois jogadores que apresentam um excelente momento de forma: Miguel Veloso e João Pereira, responsáveis, na minha opinião, pela derrota. Começo pelo Veloso: qual o principal problema deste jogador? Está à vista de todos, a falta de miolos. Não é um caso tão grave quanto o do Mialgias mas não anda longe. Como se recordam a semana decorreu sob o signo “Mourinho quer Veloso”. Ao menos desta vez o jogador leonino deixou-se cegar por um clube decente, cegar-se pelo Bolton foi uma atitude absolutamente ridícula. Foi um jogo abaixo das expectativas, sem os passes de ruptura que o caracterizam e, para borrar a pintura por completo, ainda teve participação activa no golo bracarense, a forma desleixada como aborda Paulo César não é permitida nem nos escalões de formação! Ainda assim, no último lance do jogo, provocou arritmias em muitos corações, fossem de adeptos do Braga, fossem sobretudo nos muitos milhões de portistas e benfiquistas que suspiravam por um empate no encontro. Já João Pereira foi uma completa nulidade, cheguei ao ponto de suspirar pelo Abel! A primeira ocasião de golo do encontro nasce de uma jogada pela direita do ataque leonino e, quando João Pereira tem tempo e espaço para cruzar a bola para a área onde, sozinho, se encontrava Saleiro, e cruza sem nexo nem sentido, adivinhava-se o que se seguiria: exibição a roçar o displicente (infantil a forma como se deixou ultrapassar no lance do golo) e total ausência atacante em toda a segunda parte! Não foi para isto que foste contratado Pereira, mas tens a atenuante de realizares um jogo com grande carga emocional contra ex-colegas. Palavra final para Liedson, a entrega habitual ao jogo mas a forma como remata por cima da baliza com a mesma completamente escancarada não abona nada a seu favor, nem a quem se esqueceu de Sá Pinto! Aguardo para ver o que faz o levezinho na jornada da Taça, não é com golos ao Trofense que me esquecerei da vendetta praticada sobre o grande Sá!


Nacional 0 FC Porto 4

O que disse anteriormente sobre a arbitragem não se aplicou nos outros campos onde jogaram os candidatos (assumidos) ao título. Na Choupana houve sensação de dejá-vu, afinal não foi num FCP vs Nacional que houve 2 jogos dentro do mesmo jogo? Não foi num FCP vs Nacional que houve equilíbrio até um arbitro decidir inventar um penalty e expulsar um jogador, acabando com qualquer tipo de competitividade no encontro? Foi sim senhor, e por sinal foi igualmente neste campeonato! A única diferença foi que na primeira volta o tal lance só surgiu na segunda parte e levou não a uma mas a duas expulsões! Desta vez o árbitro foi mais poupadinho mas, por outro lado, despachou o penalty ainda na primeira parte, não fosse o Nacional marcar um golo. E a má fé do sujeito é evidente, afinal na segunda parte, já com 2-0 no marcador, poderia ter sido correcto e expulsado Mariano Gonzalez por agressão mas o máximo que consegue é exibir um cartão amarelo... claro que Jesualdo não falou da arbitragem, nada de anormal por esses lados...

Ignorando esse lance, destaque para as exibições de Falcão, Varela e Micael, muito embora o grande destaque tenha de ir mesmo para o Álvaro Pereira, que além das assistências de qualidade ainda conseguiu enganar (que é como quem diz, há o enganar e o deixar-se enganar…) o árbitro no tal lance que vai fazer correr muita tinta ao longo da semana entre os 2 rivais candidatos ao título.


Benfica 3 V. Guimarães 1

E por falar em rival, os encarnados entraram em campo sabendo perfeitamente que tinham de ganhar para manter a esperança dos adeptos. O adversário prometia complicar a tarefa, afinal o Guimarães é provavelmente a equipa portuguesa que melhor conhece e lida com o Benfica e seus jogadores. A forma como reagiu ao golo fortuito de Aimar mostra a qualidade da equipa, numa primeira parte onde os jogadores do Benfica abusaram do mergulho junto à área! Já no final da primeira parte acontece o caso do jogo, com a negação da agressão e consequente grande penalidade cometida por Javi Garcia. São estes casos como os que beneficiaram Porto e Benfica que não sucedem nos jogos do Sporting! Não que os deseje, não que eu não reconheça a má época leonina, mas caramba, assim ainda estava o Sporting bem dentro da luta pelo título! Haja vergonha meus senhores! Ainda tempo para falar de Mialgias Martins, ontem durante 15 minutos reencarnou no Carlos "Lampard" Martins que eu profetizei, mas não demorou a regressar ao estado mental que o caracteriza: idiota em estado puro. É uma pena, mas é assim a vida.



Destaque final para Manuel Machado, o machadês está de volta e o regresso saúda-se porque é uma figura carismática e o nosso futebol bem necessitado se encontra de figuras carismáticas, quanto mais não seja porque faltam vozes corajosas e competentes para expor os males que todos vêem mas muitos poucos ousam questionar. Obrigado Professor!

"Quando há critérios tão desiguais como ao que assistimos, a tanger a imoralidade, o sentimento que sinto, para além de tristeza, é de impotência e alguma raiva. Parafraseando uma pessoa com quem não tenho relações, nem grande simpatia: ganhar a um grande em Portugal ou se faz pelo esmagamento ou então só na playstation."

“Arbitragem não é cristã em Portugal”.



Machado, a arbitragem pode até nem ser cristã mas os presidentes dos clubes são ferverosos católicos, então o GPS de certo sujeito tem garantidamente gravado o caminho para Fátima...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Guerreiros do Minho



Na época 1977/78 existia no Sporting de Braga um brasileiro de nome José Carlos Lemos, mas conhecido no meio futebolístico por Caio Cambalhota. Numa era em que o Boavista de Pedroto tentava intrometer-se na luta pelo título o Cambalhota teve esta tirada:



Passaram-se muitos anos desde então. O Sporting de Braga cresceu, consolidou a sua posição como equipa de primeira liga durante a década de 80, teve alguns brilharetes na década de 90 com Manuel Cajuda ao leme dos arsenalistas e neste milénio, com Salvador na liderança do clube e Jesualdo Ferreira como técnico desportivo criou as bases para tornar o clube minhoto como referência portuguesa na luta habitual nas competições europeias. O que no tempo de Caio Cambalhota era mera fantasia e que no tempo de Cajuda era esporádico, passou a ser habitual. É este o mérito desta equipa, cresceu de forma sustentada e apresenta-se hoje suficientemente forte e estruturada para dar o passo final: lutar pela conquista de títulos, quer estes se chamem Taças quer, sobretudo para o ego de um povo, se chamem Campeonatos Nacionais!


Este post não tem como objectivo fazer uma viagem histórica pelo clube da capital minhota, longe de mim tal ambição, serve apenas para fazer jus à filial minhota do Sporting Clube de Portugal que, pela primeira vez na sua já longa história, tem sérias possibilidades de conquistar o título de campeão nacional. E, como sportinguista, a escassos momentos do meu clube entrar em campo para defrontar o candidato Braga, aqui fica a minha homenagem, como adepto que segue o futebol nacional desde meados da década de 80 do século passado, com vivas memórias de alguns jogadores que envergaram a camisola encarnada e branca do Minho!

Começo por dizer que desconheço o motivo pelo qual um clube com filiação leonina opta por envergar uma camisola de tons inimigos. Adorava conhecer o motivo pelo qual os minhotos optaram pelo vermelho e branco, muito embora seja do conhecimento geral que Braga (e arredores) esteja pejada de lampiões, não se consegue levantar um calhau na região sem dar de caras com um deles! Seriam os fundadores simpatizantes leoninos numa terra de lampiões? Porque não mudaram então, ao longo dos anos, para Sport Braga e Benfica? Não me incomoda nada que joguem de vermelho com a designação Sporting, mas existe uma história por detrás disto tudo e sinceramente gostaria de a conhecer.

Quanto ao futebol. Uma das memórias mais marcantes que tenho do clube bracarense diz respeito aos seus adeptos. Ou melhor, a um adepto em particular, o único que se dignava a seguir o seu clube por esse Portugal fora: o Joaquim do bombo! Ou lá como se chamava o desgraçado! Ele e o puto, filho ou enteado, que tinha de ir atrás por gosto ou a contra gosto, outro desígnio que permanecerá insondável. Mas que era uma imagem pitoresca, isso é inegável. Outra imagem gravada na memória pertence ao estádio 1º Maio, todo em pedra, quase sempre pedra à vista menos quando jogava o Braga contra o Benfica, quando o 1º Maio se enchia de bandeiras vermelhas e os golos das duas equipas eram festejados efusivamente por todos. Bons velhos tempos dirão os benfiquistas, se a memória não me atraiçoa viagem do Benfica a Braga era sinónimo de dois pontos (à época) garantidos e festança.

Como exemplo, em 1987/88 o Sporting de Braga, num campeonato a 38 jornadas, ou seja, em 19 deslocações longe do seu reduto, não conseguiu somar uma única vitória (9E 10D), acabando na 11ª posição. Com a entrada de Manuel Cajuda o Braga começa a sair da letargia. Assume-se então não como uma filial leonina de nome nem filial lampião de coração mas como equipa de identidade própria, criando deste modo laços entre a juventude local, que viriam a dar frutos, como se pode ver nos dias que correm, já com uma massa adepta de dimensão respeitável, muito embora os mais velhos mantenham o hábito de festejar os golos do Benfica, hábitos são hábitos, mas clube que se quer vencedor tem, em primeiro lugar, de possuir verdadeiros adeptos, e o Braga, tal qual o seu arqui-rival de Guimarães, começa a ter moldura humana para suportar as suas ambições. Ainda bem para o futebol português, a concorrência desde que leal não faz mal a ninguém, só é pena o presidente, apesar do seu inequívoco mérito, não ser um verdadeiro braguista, quando encontrarem um presidente com o coração em Braga e não no Porto ou Lisboa então sim a emancipação estará completa!

Quanto a jogadores. Da década de 80 recordo-me de poucos, assim à memória vêem-me Hélder (GR), os defesas Carvalhal e Laureta, o médio Serrinha e o avançado Forbes, mas sobretudo o António Borges, cuja imagem é inesquecível! No início da década de 90 o ataque bracarense vivia de atacantes luso-africanos, dos Chiquinhos (Conde e Carlos) a Forbes (que tinha fracassado no Sporting anos antes) até Toni, avançado que faria com Karoglan uma dupla de respeito e que é seguramente recordada com saudade em Braga. Mas a década de 90 tem muitos mais jogadores a merecer destaque, desde a baliza com Rui Correia, a defesa com Zé Nuno Azevedo (o grande capitão da história do Braga na minha opinião), Artur Jorge, Jorge Ferreira, os médios Barroso, Bruno, Baltazar, Valtinho, Castanheira e o Hélder que mais tarde se transferiria para o Boavista e PSG (grande jogador!), e finalmente o ataque entregue a, entre outros, Elpídio Silva, Zé Roberto e ao símbolo Karoglan, que os adeptos de futebol maiores de idade reconhecem como um dos estrangeiros com qualidade que passaram pelo nosso futebol.


A tabela seguinte apresenta as últimas 20 épocas no que a campeonatos nacionais diz respeito. Nela podemos observar o diferente andamento do Braga e a forma como se tem superado neste milénio, sendo claramente a 4ª equipa em Portugal.




Pela tabela pode-se constatar que a equipa bracarense, na década de 90, sempre que alcançava um brilharete (4º lugar), tinha pela frente 2 a 3 épocas de fracos resultados desportivos. Mas o novo milénio, quiçá inspirado pelo brilhantismo do Boavistão, o Braga toma um novo rumo, com um novo dirigente, António Salvador. Apostando em jogadores formados no clube e em empréstimos e/ou sobras dos três grandes, Salvador com a ajuda de Jesualdo Ferreira lançou as bases para um Braga apostado em participar todas as épocas nas competições europeias e em criar condições para disputar troféus nacionais. Uma das decisões mais polémicas tomadas por esta direcção foi a venda, a preço de banana, do trio Armando Sá, Ricardo Rocha e Tiago para o Benfica. Muito se falou na altura mas o que se veio a saber posteriormente é que a situação financeira do clube minhoto era preocupante e aquela verba, embora irrisória para o valor dos atletas (em condições normais daria apenas para 50% do passe de Tiago) foi aceite de modo a que os ordenados dos restantes atletas pudessem ser pagos. Foi um acto de gestão responsável e Salvador aprendeu uma lição, daí em diante o clube soube ser extremamente hábil nas negociações e, creio não estar enganado, o Benfica não mais teve direito a benesses por aquelas terras, afinal o modo agiota como se aproveitou das fraquezas alheias não merece outro tratamento.

Jogadores em destaque neste milénio:

GR: Quim, Paulo Santos, Eduardo

Defesas: Paulo Jorge, Ricardo Rocha, Armando Sá, Odair, Jorge Luiz, Nem, Nunes, João Pereira, Rodriguez, Moisés, Evaldo

Médios: Mozer, Tiago, Andres Madrid, Vandinho, Ricardo Chaves, JVP, Luís Aguiar, Mossoró, Hugo Viana

Avançados: Feher, Edmilson, Wender, João Tomas, Ze Carlos, Alan, Meyong,


Por fim aqui fica uma equipa que considero ser, porventura, a melhor da história bracarense:

Rui Correia, Zé Nuno Azevedo, Nunes, Artur Jorge, Jorge Luiz, Tiago, Barroso, Hugo Viana, JVP, Alan e Karoglan.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

GPS

SEMPRE EM FRENTE, SEMPRE EM FRENTE!

Voltando a falar na EPUL

 

Acordo com a Câmara de Lisboa valeu ao Benfica 65 milhões de euros

O Benfica encaixou 65 milhões de euros à custa do contrato-programa firmado com a Câmara de Lisboa, no âmbito do Euro 2004. Santana Lopes não é arguido, apesar de a PJ ter concluído que município, a que ele presidia, instrumentalizou a EPUL para financiar o Benfica.

Já Carmona Rodrigues, à data dos factos vice-presidente da autarquia, é um dos cinco arguidos constituídos durante a investigação que a PJ acaba de concluir, sob a direcção da unidade especial do Ministério Público criada para investigar o Apito Dourado. Os restantes arguidos são ex-administradores da EPUL - Empresa Pública de Urbanização de Lisboa.

image O inquérito centrou-se no contrato-programa assinado, em Julho de 2002, pela Câmara de Lisboa, EPUL, Benfica e Sociedade Benfica Estádio SA. O acordo fixava os moldes da participação da EPUL na construção do novo Estádio da Luz, para o Euro 2004.

Um relatório da Inspecção-Geral de Finanças (IGF), que suportou o trabalho da PJ, apontou défices de transparência ao contrato-programa, referindo que as formas de apoio acordadas e atribuídas ao Benfica "consubstanciam verdadeiras comparticipações financeiras, concedidas por instâncias municipais". "O contrato contrariou os normativos legais vigentes", acrescentou a IGF, por não terem sido quantificados devidamente os encargos das entidades públicas envolvidas, em desrespeito pelos princípios da boa gestão dos dinheiros públicos. A investigação conclui que, ao aprovarem o referido contrato-programa, a Câmara e a Assembleia Municipal de Lisboa "instrumentalizaram a EPUL", fazendo-a assumir encargos directos de 18 milhões de euros na prossecução de fins estranhos ao seu objecto social. Mas, além dos 18 milhões, o Benfica encaixou mais 47, pois o contrato-programa ainda lhe permitiu vender um terreno à EPUL e receber outro da Câmara de Lisboa.

Os 18 milhões referidos decorrem de dois negócios. Num deles, a câmara decidiu que a EPUL construiria 200 fogos, em terrenos seus, no Vale de Santo António, e entregaria um terço dos lucros da sua venda. O Benfica recebeu 9,9 milhões de euros, apesar de a EPUL nunca ter construído as 200 habitações. Segundo o então presidente da EPUL, Sequeira Braga, foi Santana Lopes quem definiu que seriam dados 10 milhões de euros ao Benfica, através de um projecto imobiliário da EPUL.image

A outra parcela dos 18 milhões resulta do compromisso da Câmara de pagar, através da EPUL, os ramais de ligações às infra-estruturas de subsolo para o estádio. Isto valeu ao Benfica oito milhões de euros, sendo que 80% das facturas que cobrou à EPUL respeitavam a serviços de consultoria: só 20% tinham a ver com os ramais. De resto, parte das facturas tinha data anterior ao contrato-programa.

A IGF detectou ainda outra irregularidade naqueles oito milhões. Mais de um milhão era IVA, sendo que a operação em causa não estava sujeita a incidência deste imposto, por se tratar da comparticipação financeira, de uma entidade pública (EPUL), na construção de um equipamento desportivo

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Parcialidade!!!!

imageOs incidentes, revela o madeirense, foram presenciados por Manuel Aranha e Nuno Pedro, os delegados da Liga nomeados para essa partida. Ruben considera que Rui Costa e Jesus o tentaram provocar, que não reagiu, e que estranha que até hoje não fosse instaurado qualquer inquérito ao sucedido, três meses depois: "Acho estranho que até agora ninguém me tenha chamado para falar. Até hoje ninguém me disse nada."

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Triste...

Ainda estamos todos contentes com as escutas do flatulento, todas sem excepção, e já estou ansioso pelas próximas! Passo a explicar, todos se recordam da escuta onde o corrupto presidente portista (metam-me em tribunal) aconselha o Deco para mentir descaradamente à comunicação social! Quem não ouviu, ou anda a nanar ou anda escondido com medo do Sá Pinto!

Adiante, a novidade (que é como quem diz) é o discurso do novo artista portista, Ruben Micael, surgindo com novo caso do túnel. Sou só eu ou isto já parece um novo caso como o da Casa Pia, quando todos os dias surgia mais um miúdo com dores no rabo? Passa Halibut madeirense, vais ver que essa sensação de desejo de agradar o chefe a todo o custo te passa num instante, e fará maravilhas igualmente para a tua coluna, ainda és muito novo para começares já a rastejar!


PS:

Tinha dúvidas mas agora só certezas: o Sporting não perdeu nada com este reles indivíduo.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sá Pinto: "Peço aos adeptos para apoiarem Liedson"

Sá Pinto: "Peço aos adeptos para apoiarem Liedson"

"No seguimento das noticias publicadas sobre os factos ocorridos durante e após o jogo com o Mafra não corresponderam à verdade assisti-me dizer o seguinte:

Apenas o faço nesta altura para evitar eventuais perturbações à nossa equipa que ontem realizou um importante e decisivo jogo que nos levará, certamente, à conquista da Taça da Liga.
O diferendo com o jogador Liedson foi motivado pela forma incorrecta como o atleta se manifestou e dirigiu à massa associativa no decurso do encontro. Para além disso, afirmou que não iria voltar a saudar os adeptos, juntamente com os colegas, no final dos jogos. Nesse momento, e perante a minha observação, o atleta reagiu de forma insultuosa e com um comportamento absolutamente inaceitável.

Afirmar-se que tal sucedeu por eu, Ricardo Sá Pinto, ter reagido a uma prestação do atleta Rui Patrício e que Liedson teria saído em defesa daquele, não só não corresponde à realidade, como incorre no erro de levar ao branqueamento de comportamentos incorrectos de um atleta profissional perante sócios e adeptos, para além de alterar, de forma significativa, a imputação de responsabilidades em todo este processo.

O Ricardo Sá Pinto está sempre - e incondicionalmente - ao lado dos atletas, independentemente da sua prestação desportiva. Ao contrário do que tem sido dito, a minha relação com o Liedson era excelente. O atleta contou sempre com o apoio incondicional, profissional e pessoal, por parte do director do futebol profissional do clube. Por isso, esta relação jamais faria prever um desfecho desta natureza.

Compete ao director do futebol profissional, como superior hierárquico e no âmbito das suas funções, apoiar os atletas em todas as circunstâncias, nomeadamente em momentos difíceis, mas incumbe-lhe, igualmente e sobretudo, promover e preservar o respeito pela instituição e pela sua massa associativa e garantir a manutenção do bom ambiente e espírito colectivo da equipa.

Face à situação ocorrida - e perante a indisponibilidade do presidente do clube -, a equipa técnica e outros dirigentes responsáveis decidiram, por consenso, chamar a atenção do atleta para o seu comportamento anómalo. Dessa missão ficou incumbido o director do futebol profissional.

A atitude do jogador face à chamada de atenção, persistindo num comportamento inaceitável, redondou no desfecho conhecido com uma única nota de correcção. O Ricardo Sá Pinto reagiu em defesa própria após ofensas à sua integridade física e à sua imagem. Houve falta de consideração para com o clube, falta de solidariedade com a equipa e desrespeito à minha pessoa

O Liedson é, inequivocamente, um jogador de grande qualidade e importante para o Sporting. Terá, todavia, de rever e rectificar a sua postura enquanto jogador profissional. Desejo-lhe, sinceramente, muitas felicidades, sem mágoa ou rancor. E peço a todos, em especial à nossa massa associativa, que apesar dos factos que hoje aqui divulgo, o apoiem e incentivem.

Uma Sociedade Desportiva tem que proteger os seus activos. No entanto, não pode, nem deve, prescindir de um conjunto de princípios e valores que são parte integrante da história de um clube com a grandeza do Sporting Clube de Portugal.

Quando um acontecimento interno da família sportinguista é tornado público apenas 10 minutos após a sua ocorrência, aconselha a prudência que algo terá que ser rectificado. Independente de responsabilidades a assumir e respectivas consequências, uma instituição não se deve expor desta forma ao exterior, sob pena de se ver fragilizada.

Perante todos estes factos, considerei não se manterem reunidas as condições para prosseguir como director do futebol profissional do Sporting Clube de Portugal.

Apesar da conduta negativa por parte do atleta, não podia ter reagido da forma que reagi. A emoção falou mais alto que a razão. E por isso peço desculpa ao meu clube, aos sócios, adeptos, equipa técnica, jogadores e restante estrutura profissional.

Desportivamente foi, apesar de todas as dificuldades, um ciclo extremamente positivo e enriquecedor que, espero e desejo, se mantenha. Nestes 70 dias no exercício das minhas funções, a minha entrega e disponibilidade foi total. Quase 24 horas por dia passadas na Academia, resolução de inúmeros dossiers pendentes, apoio constante aos jogadores e equipa técnica e uma sequência final de 6 vitórias consecutivas num momento claramente de inversão ascendente do futebol profissional do Sporting. Evoluímos do sétimo para o quarto lugar na classificação da Liga Sagres, passámos aos oitavos-de-final da Liga Europa como primeiro classificado do grupo, vencemos duas eliminatórias da Taça de Portugal e liderámos o grupo na Taça da Liga.

Não posso deixar de agradecer a todos, em especial ao plantel e à equipa técnica que, com a sua dedicação e profissionalismo, inverteram uma situação desportiva difícil, repondo o clube na senda das vitórias. O seu futuro é risonho, pois encontraram a fórmula do sucesso que tinha faltado nos últimos tempos. Agradeço-lhes também, de forma sentida, a maneira como demonstraram a sua solidariedade num momento particular.

À melhor massa associativa do mundo peço-lhe que continue a apoiar a equipa de forma incondicional, especialmente quando as coisas não estão a correr da melhor forma. Esse apoio é indispensável ao sucesso do clube. Serei, como era, mais um a fazê-lo.

Desejo toda o êxito do mundo ao clube do meu coração e estarei sempre disponível para o servir. Sempre."

Fonte: Record


sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O benfica-FC Porto da época passada teve incidentes entre elementos dos dois clubes, à semelhança do jogo de Dezembro que resultou na suspensão preventiva de Hulk e Sapunaru, dos quais a Liga diz não ter conhecimento apesar das imagens o documentarem.
Os incidentes desta época também ficaram registados estando as gravações na posse do benfica e da Liga dos Clubes, que não as tornaram públicas. Nas imagens do jogo da segunda jornada da época passada, disputado a 30 de Agosto de 2008, logo após o final do jogo vê-se um elemento ligado ao benfica a agredir a pontapé o team-manager do FC Porto, Acácio Valentim, gerando-se logo a seguir uma enorme confusão junto à entrada para o balneário do FC Porto, com praticamente toda a equipa dos dragões a sair do balneário e a envolver-se, no mínimo, numa enorme discussão com elementos aparentemente da segurança do benfica. Nas imagens, que não têm som, percebe-se a exaltação, mas não se vê qualquer agressão, até porque o foco da discussão está fora do alcance das câmaras. Este episódio foi presenciado por pelo menos três agentes da polícia, que são visíveis nas imagens, pelo delegado da Liga Esmeraldo Augusto e por diversos elementos dos dois clubes, entre os quais Rui Costa, do benfica, ou Reinaldo Teles, do FC Porto. Apesar dos incidentes a Liga não abriu qualquer procedimento disciplinar, tendo fonte do organismo dito à Lusa que não tomou conhecimento de quaisquer incidentes. Nas mesmas imagens a que a Lusa teve acesso, captadas na tarde de 30 de Agosto de 2008, horas antes do início da partida, vêem-se elementos do benfica a levantarem o ângulo de uma das câmaras. Acácio Valentim, funcionário do FC Porto, é agredido com um pontapé nas costas por um elemento aparentemente da segurança do benfica, que é imediatamente afastado, como se percebe pelas imagens captadas por uma outra câmara colocada a alguns metros de distância. O jogo benfica-FC Porto da época 2008/09 disputou-se a 30 de Agosto de 2008, a contar para a segunda jornada da Liga e terminou empatado a um golo, numa partida que ficou assinalada pela agressão de um adepto do benfica ao árbitro assistente. No jogo desta época, disputado a 20 de Dezembro, João Ferreira, a desempenhar as funções de quarto árbitro, deu ordem de expulsão a Hulk e Sapunaru por alegadamente terem agredido “stewards” em serviço no jogo. A Comissão Disciplinar da Liga, depois de receber os relatórios do árbitro, dos delegados e da polícia, suspendeu preventivamente os dois atletas, que aguardam o fim do processo disciplinar a que estão sujeitos.
Fonte da Comissão Nacional de Protecção de Dados e juristas contactados pela Agência Lusa, a propósito da divulgação de imagens sistemas de videovigilância, disseram que as imagens captadas neste âmbito só podem ser usadas nos termos da lei penal”. Mas que “a responsabilidade do tratamento dos dados dessas imagens é do responsável pelo sistema de captação”.