sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Vai pro Carvalhal oh Carlos!

Pensei errado, mas lavo as minhas mãos desse pensamento. Que culpa tenho eu, como simples adepto, da minha equipa manter uma postura de morto-vivo ao longo de toda a temporada? Como pode uma injecção de vitalidade como aquele pontapé do russo não trazer para a vida o conjunto leonino? Mistérios que me ultrapassam, é inadmissível a passividade com que o meio campo leonino assistia à dança que a equipa portista oferecia à plateia, com a bola a circular da esquerda para a direita e regressando á esquerda, tudo em velocidade, tudo em sintonia. Parecia andebol, bola de um lado para o outro, equipa adversária arrastada das suas posições, atarantada e sem noção de espaço, cruzamentos para a área e perigo constante a rondar a baliza de um Patrício atarantado, parecendo a determinado momento como o tolo a meio da ponte, sem saber para que lado se devia deslocar, acabando por… nem se mexer na maior parte dos golos sofridos!
O segundo golo portista representa o maior defeito da equipa leonina: incapacidade de defender o espaço central da sua baliza! O Porto, em todo o jogo, bloqueou meia dúzia de remates do Sporting, alguns deles que prometiam fogo para Beto. É a obrigação do médio defensivo e dos centrais, dar o corpo ao manifesto como se diz na gíria. Que fez Adrien no lance do primeiro golo de Falcão? Provavelmente ninguém se recorda porque ele não fez nada, o colombiano teve tempo para dominar, controlar, puxar pró lado, olhar para a baliza, mandar um beijinho prós “paneleiros dos olés” e rematar. Tudo sem Adrien esboçar um gesto, apenas com os olhos tentou contrariar o remate.
O jogo acaba aqui, neste momento. Só se o Sporting tivesse a fabulosa capacidade de transformar cada biqueiro do meio da rua em golo é que discutiria a eliminatória, mas mesmo sendo Izmailov um reconhecido rematador de qualidade, nem todos os dias o rei faz anos. Seguiu-se um terceiro, um quarto, um quinto, e as coisas ficaram por aqui porque os remates seguintes (e existiram mais remates) não tiveram a leitaria do de Mariano Gonzalez. E por falar em Mariano, o pato feio dos portistas rubricou a exibição da sua vida, não há volta a dar, mesmo os que nele só vêem defeitos têm de possuir suficiente humildade para o reconhecer, quem acredita que jogou o suplente e que o dito Cebola faria melhor tem de deixar urgentemente as drogas!
Fica para a história uma vitória inquestionável, num jogo perfeito do Porto, o melhor da época, e o regresso da pior face do Bentismo ao Sporting. E por falar em faces houve uma que merecia ter levado novo par de lambadas, o levezinho já me anda a meter nojo com a história do Sá Pinto, e como eu pensam muito sportinguistas, está na hora de alguém lembrar ao brasileiro que de bestial a besta vai-se mais depressa que do Porto à Madalena, residência oficial do conselheiro matrimonial dos pais dos árbitros portugueses.
Acabo este post dedicando umas linhas a três promessas leoninas: Patrício, Carriço e Adrien Silva. Tanto Patrício como Carriço foram, num passado recente, ligados ao Inter e a Mourinho, tendo inclusive o pequeno mouro feito referência à qualidade dos dois atletas. Podemos elogiar ou condenar o valor de cada um deles mas deixo aqui ficar uma nota importante: ontem Silvestre Varela completou 25 anos! Sim, não é engano, 25 anos! Fala-se do erro leonino, mas a verdade é que Varela, dos 20 aos 24, pura e simplesmente encontrava-se emperrado, e o Sporting não pode ser a Santa Casa da Misericórdia com todos os seus jovens, caso contrário, como já aqui expliquei a quem quis entender, com 20 miúdos a sair por ano, e com 10 anos de duração de carreira profissional em média, significaria que o Sporting em 2020 teria um plantel de 200 jogadores… só contando os formados em sua casa! Realmente nem o Noé, que teve de conviver só com animais durante o dilúvio, teve tantas dificuldades em fazer passar mensagens tão simples. E falo aqui de Varela por uma razão muito simples: Adrien Silva. O miúdo de 20 anos pode vir a ser um craque mas de momento não tem estaleca para ser o pêndulo defensivo do meio campo, posição fulcral em qualquer equipa. Perguntem aos portistas a importância do papel de Paulo Assunção e actualmente de Fernando, perguntem aos benfiquistas a importância de Javi Garcia na época em curso! Adrien pode, aos 23 ou 24 ou até aos 25 anos ser um magnífico jogador, mas um clube com a tradição leonina não pode desperdiçar constantemente o presente, a chegada de Pedro Mendes foi uma excelente notícia e, depois, há que olhar para André Santos, colega de Adrien Silva nos juniores leoninos e que, após duas épocas emprestado a clubes onde a pressão é infinitamente menor, explodiu para o futebol sénior! Adrien foi ontem, no jogo leonino, uma peça em falta, uma lacuna que emperrou a equipa, que não lhe deu segurança defensiva e nada acrescentou nas transições ofensivas. Deve-se descartar Adrien? Não, acredito no seu valor, mas tem de rodar noutro clube, onde possa aprender com os erros próprios de quem tem muito a aprender e que precisa de tranquilidade para aprender com esses erros. E o mesmo se passa relativamente a Carriço e a Patrício, jovens que podem ser alvo de críticas destrutivas, sobretudo de quem lhes deseja o insucesso, mas que dentro de 3 ou 4 anos, encontrando-se nos clubes rivais, serão então considerados vedetas e o Sporting visto como desaproveitador! Atenção pois a quem tem a obrigação de avaliar os jogadores, todos estes jovens mencionados têm valor mas têm igualmente de ser protegidos.
PS:
Ia acabar por aqui mas tenho de falar do animal que anda mascarado de lateral esquerdo no meu Sporting. Grimi não passa de um bêbado argentino, se for preciso eu pago a viagem de regresso à Argentina desse maltrapilho e pobre desculpa de jogador, é constantemente comido em todos os lances, em todos os jogos, por todos os adversários, mesmo se forem dos Pescadores da Caparica! Sabem o que isto significa? Muito simples: lá porque existem olheiros de grandes clubes a observar jogadores por todo o planeta, não significa que saibam o que estão a fazer! Já no início do milénio três jovens jogadores leoninos (Caneira, Paulo Costa e Alhandra) foram seduzidos pelas liras do Inter de Milão e nenhum deles viria a ser jogador a sério, exceptuando esporadicamente Caneira, que apesar de tudo ainda teve alguns momentos na sua carreira. Outro exemplo foi um tal de Vasco Faísca, expoente central leonino a quem se apontava grande futuro e seguiu o mesmo canto da sereia italiana, dando o mesmo resultado dos atrás mencionados, sendo que neste caso teve tanta vergonha que preferiu ficar pelas terceiras divisões italianas a regressar aqui ao nosso cantinho. Mas que ninguém se ria porque o mesmo sucede em todos os clubes portugueses, ainda há pouco tempo um tal de Coelho dos escalões portistas foi parar ao Inter e agora está no Benfica. Se assim é por cá, o mesmo se passa com os miúdos argentinos, e Grimi foi um desses, lá porque esteve em Millanelo não significa que tenha sido jogador do AC Milan, a mim também me enganou quando foi contratado mas a verdade é que eu sou apenas adepto, o responsável pela contratação (provavelmente o palhaço do Carlos Freitas) devia atirar-se da janela abaixo se tivesse um pingo de dignidade! E dizem estes tipos que são agentes desportivos, que são directores desportivos? São, isso sim, incompetentes chulos desportivos!
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Consultório do Pirata: 4ª Sessão – Quadrilhas, Gentlemans, Vacas, Bastardos e Vedetas da Bola
Começo por este último, há que recuperar o último post da quadrilha, dedicado à desmistificação de um mito. No dicionário de Língua Portuguesa editado pela Porto Editora, quadrilha vem definida como conjunto ou bando de ladrões e salteadores, entre outras definições sem tanto interesse. Pois meus caros “quadrilhadeiros” fazeis jus ao nome! Esse post foi uma vergonha, um insulto à inteligência dos portugueses! Para começar o Sporting não tem Diogo Rosado emprestado ao União Leiria. Está a jogar na segunda divisão, emprestado ao Real, tal qual outros oito ex-jogadores dos juniores de Alvalade! E, depois, tanto André Santos quanto Rui Fonte são miúdos acabados de sair das camadas jovens e, quer queiram quer não, isso é muito diferente do que contratar estrangeiros apenas e só com a intenção de emprestá-los a clubes amigos para beneficiar posteriormente dessas amizades! Sou contra empréstimos entre clubes das mesmas divisões, a lógica de batota é tão evidente que não é necessário voltar a explicá-la seguramente, no entanto ainda compreendo e sou benevolente se forem somente permitidos empréstimos de ex-juniores! Seja como for, contas feitas, o Sporting tem 2 assalariados cedidos a 2 clubes da primeira divisão. A quadrilha deu a entender que o Porto tem somente 3 clubes a serem beneficiados com um total de 7 jogadores. Ainda assim, estamos a falar de 2 contra 7 jogadores. Mas isso nem é o mais importante, realmente importante é desmistificar a farsa da quadrilha.
O Porto tem emprestados, na mesma divisão onde concorre, os seguintes jogadores:
V.Setubal: Kaz, Andre Pinto, Helder Barbosa, Benitez
Olhanense: Zequinha, Tengarrinha, Castro, Ukra, Rabiola
Rio Ave: Andre Vilas Boas
Braga: Alan, Jorginho, Diogo Valente, Andres Madrid
Maritimo: Claudio Pitbull
Estes são os conhecidos, ao ver a final da Supertaça desconfio que o Cassio, actor contratado para desempenhar o papel de guarda redes do Paços de Ferreira, também pertença ao lote, recordando um tal de Helton. E o fecho de transferências só ocorre dentro de 3 semanas, mais serão colocados seguramente. Onde estáo fim do mito Quadrilha? A história está cheia de equivocos (o palerma do Colombo descobriu as Américas quando queria era chegar à India) mas este equivoco da Quadrilha não resultou em nada positivo, somente a evidência da falta de seriedade e tranquilidade dos seus elementos, sedentos de colocar todos ao nível rasteirinho do seu clube.

Avanço agora para o Gentleman. Sir Bobby Robson de seu nome. O único treinador que se sentou no banco portista com nível, um exemplo que Burroaldo Ferreira deveria seguir, Robson não teve de se mascarar de portista para ser importante e, mais importante, soube ser respeitado no seu clube e por todos os clubes! Pena que, ao sair do Porto para ir para um desafio maior e único na carreira (treinar o Barcelona de Luis Figo e Ronaldo Fenómeno) tenha de ter aturado as sem vergonhices do flatulento líder portista, que se recusou a pagar-lhe prémios de vitórias apenas porque não queria que o treinador se fosse embora! Apenas mais um acto rídiculo de um sujeito ridiculo.
Como sportinguista recordo-me da passagem de Bobby Robson pelo Sporting. Hoje, passados quinze anos, não me custa reconhecer o erro de Sousa Cintra, trocar Robson por Queiros foi o mesmo que trocar um puro sangue por um asno, literalmente. Mas em Novembro de 1993 quem, no seu perfeito juizo, poderia acreditar que o Professor Queiros não passaria do maior embuste na história dos treinadores portugueses? À época apoiei a troca e, com os argumentos de então, sem olhar para o futuro que se seguiu mas sustentado nos factos passados que conduziram a essa decisão, era inevitável. Recordemos a história. Robson chegou ao Sporting na época 1992/93. A primeira temporada foi decepcionante, quer nos resultados quer sobretudo pelo fraco aproveitamento dos jovens talentos campeões mundiais de juniores, sobretudo de Luis Figo que chegou a fazer inúmeros jogos como suplente de Capucho! Um dos maiores erros da carreira de Bobby Robson, como o próprio reconheceria quando colocou o seu Barcelona nas mãos e pés de Figo! E é isto que vale a pena relevar, foi um treinador "very british", sempre com o seu 4-4-2 e as substituições apenas em última instância (e sempre os mesmos a entrar para os lugares dos que habitualmente saiam, nada de novo, escola inglesa no seu melhor...) mas Homem suficiente para reconhecer os seus erros e corrigi-los a tempo, nunca deixando a sua teimosia levar avante sobre o que era melhor para a equipa. Outro exemplo? Domingos Paciência! Robson insistiu o máximo que pode em Yuran, mesmo quando a esmagadora maioria percebia que o perigo número um vinha dos pés de Domingos. Mas corrigiu o erro de avaliação, deu o braço a torcer para bem da equipa. Quantos treinadores fazem o mesmo? Infelizmente muito poucos, a começar em Paulo Bento. Mas regressando à época de Robson no Sporting, o famoso "Verão quente de 1993" equipou o Sporting com uma excelente equipa, cuja época se iniciou com 3 jogos, 3 vitórias para o Sporting, enquanto o Porto, por exemplo, somou 3 empates. Na altura a vitória contabilizava somente 2 pontos, a vantagem era de apenas 3 pontos em vez dos 6 actuais. Tudo sobre rodas, Robson era o maior! O que as pessoas sem memória querem fazer crer é que Robson foi despedido nesta situação. Nada mais
falso. Começar bem é importante mas mais importante ainda é manter o nível elevado. Recordo que dois anos antes o Sporting de Marinho Peres consegue ganhar as 10 primeiras jornadas, é escandalosamente roubado em Chaves, saindo de lá com um empate e na jornada seguinte perde nas Antas e salta fora da liderança. Isto era o sistema em todo o seu esplendor! Mesmo fazendo 21 pontos em 22 possíveis não era suficiente para ser líder! Bobby Robson, em 1993, era líder com menos pontos que Marinho Peres, mas era líder tremido. Apesar do início excelente tinha tido um mês de Outubro em queda, perdendo no Bessa e na recepção ao FC Porto, num golo solitário de Domingos, jogo em que Robson, furioso com a atitude anti-jogo do então bicampeão, não foi de modas e insultou o clube nortenho pela falta de respeito ao futebol! Engraçado que na época seguinte faria o mesmo já treinando o Porto, coisas da vida. Ora, a situação era esta: o Sporting era a melhor equipa nacional, sem ponta de discussão, mas perdia a margem de liderança em duas jornadas e, pior, saia da Taça Uefa após humilhante derrota em Salzburgo, uma derrota por 3-0 após vencer em casa por 2-0! Faltavam 15 dias para o jogo na Luz, onde a liderança leonina poderia cair, Sousa Cintra sabendo que Carlos Queiros, após ser eliminado do apuramento de Portugal para o Mundial dos Estados Unidos estava livre e com caminho aberto para o FC Porto, onde Ivic se travestia de treinador, tomou uma decisão: ou deixava Robson no comando, esperando que o inglês apesar de perder os últimos três jogos dificeis (Boavista, Porto, Salzburgo) teria capacidade de ganhar na luz (algo que não conseguiria em Portugal!) ou apostava de imediato na troca de modo a motivar uma equipa recheada de "meninos do Professor Queiroz", esperando que este tónico seja suficiente para uma vitória ou empate. O que Sousa Cintra não poderia adivinhar era que Cherbakov, na altura o jogador que mais brilhava na equipa, teria trágico acidente, em vésperas desse jogo na luz. O Sporting ainda esteve a ganhar mas viria a perder o encontro e a liderança. Depois, embora se mantivesse sempre na perseguição, a goleada por 3-6 na segunda volta enterra definitivamente as esperanças leoninas e a carreira de Carlos Queiros. Teria Bobby Robson sido campeão nesse ano? Nunca saberemos, o que posso garantir é que Cherbakov não teria tido aquele acidente naquele dia, afinal de contas vinha da festa de despedida a Robson! Coisas da vida. Tive sempre grande respeito e carinho pelo treinador inglês, um lutador fantástico, um exemplo para todos, tenho pena que não tivesse acabado essa temporada de 93/94 que, por muitos anos que viva, nunca irei esquecer.
Tempo agora das vacas e dos bastardos. A vaca, ao que consta nos últimos dias, é do Sporting! Ainda pensei que se estaria a falar da Carolina Salgado, há jogadores que têm a honra de passar pelos “3 grand
es”, à Carolina realmente já só falta o Sporting, e faltará já que a vaca associada ao Sporting não era esta. Ao que parece, e para tristeza de muitos que já tinham capas, editoriais e artigos escritos, Rui Patricio lá marcou um golo e ajudou à continuidade do Sporting na Champions. Bem, a inveja é tramada, há quem jure que foi auto-golo, há quem (um certo gato fedorento que incha que nem um sapo sempre que vai a Alvalade…) até jure que foi um “quase cabeceamento” de Patricio e, por fim, há toda uma cambada de humoristas que insistem que a vaca é leonina! Afinal de contas porquê? Pelo facto do Sporting acreditar até ao fim? Mesmo jogando mal, todos vimos, o Sporting nunca desistiu, mesmo contra um Twente ultra defensivo e apostado no anti jogo! Foi feliz o Sporting? Foi! Teve vaca? Bem, uma das maiores vacas assisti eu num passado recente, num Nuremberga vs Benfica para a Taça Uefa, com os alemães a ganharem por 1-0 e a merecem marcar mais 2 ou 3, sofrendo o empate num lance cheio de vaca (uma autêntica vacaria!) e, para cúmulo, sofrendo ainda outro um minuto depois! Que se disse na altura? Falou-se em vacas? Enfim, e exemplos como o referido não faltam, seja para Benfica ou para Porto! Quanto a vacas estamos conversados, tempo para os bastardos. Não entendi ainda o interesse da criação do canal Benfica, quando vejo os comentaristas encartados da SIC e TVI presumo que o canal Benfica deva ser precisamente aquilo! Aliás, com toda a sinceridade, preferia que o jogo Twente vs Sporting tivesse sido transmitido no canal Benfica. O idiota de serviço passaria o jogo todo a elogiar os holandeses e a criticar os leões e, no fim, quando o Sporting marcasse, iria mugir contra a injustiça, tecendo comentários como “saiu o totoloto ao Sporting”! Estranho, estou com uma sensação de deja vu, devo ter sonhado com isto, um canal português não iria descer tão baixo nem permitiria ter no quadro funcionários tão bastardos.
Para acabar a sessão tempo para entrar na loucura de Verão e falar no CR9. Uma coisa é certa, sabe marcar penalties! Também falha, naturalmente, mas por cada falhado outros oito entram! Parece fácil, mas não é para todos. Cristiano Ronaldo custou ao Real Madrid 94 milhões de euros. Bem, em teoria foram mais, consideravelmente mais. Ora bem, Jorge Mendes teve direito aos seus 10% seguramente, logo juntemos mais 10 milhões de euros ao negócio. O Sporting recebeu 2,5 milhões pela formação do jogador (enquanto o Nacional da Madeira recebeu um cacho de bananas e um pontapé no cu, afinal que formação pode ter dado ao miúdo até aos 10 anos? Enfim, da Madeira não se espera grande coisa). Sendo conhecido que o Real Madrid pagará, pelo contrato de seis anos com o atleta, qualquer coisa como 78 milhões de euros! Tudo somado verificamos que Cristiano Ronaldo custará ao clube madrileno cerca de 184,5 milhões de euros! Uma loucura do clube do século XX? Bem, os estudos efectuados pelos homens de Florentino Perez dão como certo que o jogador gerará receitas anuais na ordem dos 60 a 70 milhões de euros! Ora, se o contrato é de seis anos chega-se a números assombrosos: 360 a 420 milhões de euros! Como se conclui o lucro a retirar com a aquisição de CR9 será aproximadamente três vezes superior aos custos com o atleta! Obviamente que os resultados desportivos são uma incógnita mas, embora Cristiano Ronaldo tenha muitos defeitos, falta de profissionalismo não é um deles! Dentro de seis anos far-se-á o balanço mas estou em crer que em Maio de 2010 não haverá um madridista a lamentar o negócio. Desportivamente, porque economicamente foi uma pechincha!

