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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Como castigar…sem castigar!

No dia 2 de Março de 2012 Jorge jesus, o grande catedrático do futebol Portugues, ficou chateadissimo por sofrer um golo igual a tantos outros que marcou em jornadas anteriores desse campeonato. O problema é que esse golo (em fora de jogo) deu a vitória do FCPorto no estadio da luz contra o super benfica! Jesus na altura disse que o fiscal de linha tinha visto fora de jogo mas não marcou porque não quis. Recordo que momentos antes desse golo o arbitro viu um penalty ESCANDALOSO de Cardoso e deu a lei da vantagem, ou seja viu mas não marcou!!! Mas o que Jesus disse é gravissimo…o que ele disse é que o fiscal de linha beneficiou o FCPorto propositadamente! Já vi por menos, escreverem um livro e fazerem um filme!

A nossa liga que é conhecida por ser rápida a dar castigos, veja.-se esta urgência no caso Luizão, demorou 6 meses para dar 15 dias de castigo a Jorge Jesus!!! 15 dias de castigo numa altura da época que o treinador vai ficar 18 dias sem ter jogos com o seu clube!!! Existem coisas verdadeiramente fantásticas!!! Deixo aqui uma dica para esses senhores…e que tal castigarem o luizão com 2 meses de castigo?? entre 31 de maio e 31 de julho?? Parece-vos bem????

Deixem-se de tretas…

Já muita asneira foi dita sobre as transferências de Hulk e Witsel para o Zenit! Por esse facto este tribunal vem esclarecer o que realmente se sabe sobre as transferências, o resto é treta e das grandes. Mas vejamos os comunicados de cada clube…

A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, em cumprimento do disposto no artigo 248º do Código dos Valores Mobiliários, vem informar que alienou a título definitivo a totalidade dos direitos desportivos e económicos do atleta Axel Witsel ao Football Club Zenit, pelo montante líquido de € 40.000.000 (quarenta milhões de euros), valor da cláusula de rescisão consagrada no contrato de trabalho desportivo que vigorava entre o referido jogador e esta sociedade.

Analisando o comunicado do benfica, podemos concluir que só sabemos que entraram nos cofres do clube 40 Milhões de euros. Os dinheiros que tem que ser pagos a empresários, jogador e os direitos de formação, designados por “mecanismo de solidariedade FIFA” não estão referidos neste comunicado e assim sendo não sabemos quem irá pagar.

A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD, nos termos do artigo 248º nº1 do Código dos Valores Mobiliários, vem informar o mercado que chegou a um acordo com o Football Club Zenit St. Petersburg (Zenit) para a cedência, a título definitivo, dos direitos de inscrição desportiva, e dos 85% dos direitos económicos que detinha, do jogador profissional de futebol Givanildo Vieira de Souza (“Hulk”) pelo valor de 40.000.000 € (quarenta milhões de euros). Mais se informa que o Zenit assumiu, ainda, a responsabilidade dos encargos relativos ao mecanismo de solidariedade da FIFA.

Analisando o comunicado do FCPorto, podemos concluir que sabemos que entraram nos cofres do clube 40 milhões por 85% do passe do jogador (percentagem que o FCPorto possuía) e ao contrario do comunicado do benfica, aqui sabemos que é o Zenit que vai pagar os encargos relativos ao mecanismo de solidariedade da FIFA. Resta saber os valores que os empresários, jogador e de quem possuir os restantes 15% do passe do jogador vão receber. Mas temos uma certeza o Zenit gastou de certeza absoluta mais de 40 milhões.

Portanto antes que digam asneiras atrás de asneiras, vejam o que realmente se sabe! E o que se sabe é o que foi comunicado à CMVM! O resto é tretas atrás de tretas!!! Se mesmo assim não entenderam…também não vou explicar melhor porque não tenho paciência para burros!!!

PS: Para terem acesso aos comunicados no site da CMVM: do benfica, clique aqui; do FCPorto clique aqui

Show Me The Money!


Bem, que não foram os 100 milhões que o presidente cagão andou dois anos a cantarolar, isso já todos perceberam, mesmo os dementes. Mas foram 60 ou 40 milhões?

O Zenit, que supostamente foi o que pagou, diz que dos seus cofres só saíram 40 milhões. E o Porto, ao que se consta, recebeu 40 milhões. Até aqui tudo bem, só fica a cheirar a esturro quando o pasquim oficial berra que foram 60, 60, 60 e bate o pé no chão e volta a dizer que foram 60! Só faltou chorar e fazer biquinho! Afinal quem mente nesta história?


Suponhamos que o negócio é aquele que muitos falam, envolvendo um total de 60 milhões de euros, com o clube a ficar com 40 desses 60, e os restantes 20 a irem para os bolsos dos comissionistas. A ser verdade, e sabendo que o Porto pagou 19 milhões pelo passe de Hulk e ainda deve ter entregue ao brasuca em prémios e ordenados durante 4 anos um valor seguramente nunca inferior a 10 milhões de euros (e como eu estou a ser simpático com esta verba...), podemos concluir que o negócio ao Porto, na parte financeira, se quedou com um lucro entre os 10 a 12 milhões de euros. Longe, muito longe dos propalados 100 milhões, que só encontra paralelismo na falácia do Mantorras 18 milhões de contos (ou seja, uns 90 milhões de euros). Até no ridículo o Porto gosta de tentar superiorizar-se ao Benfica!

Mas suponhamos, por outro lado, que o negócio se fez pelos 40 milhões que o Zenit diz ter pago. A ser verdade, e como há comissionistas de mão estendida para receber o dizimo, façam lá as contas para verem se não chegam à mesma conclusão a que eu chegue: o Incrível pariu um rato!

Revendo a Jornada 2

Já vai longe a segunda jornada do campeonato da impunidade mas, quanto mais não seja porque desejo efectuar a lista de prémios de todas as jornadas (seria interessante realizar uma gala do blog para entregar as estatuetas aos vencedores, e se todos estiverem de acordo trato já de contactar o JJ, porque seguramente o mestre vai levar uma para casa...), achei por bem actualizar os bitaites para a posterioridade.

Nesta jornada a normalidade imperou. Ou seja, os controladores Porto e Benfica, além de ganharem, ainda ganharam com saco cheio, daí ter sido uma semana sem reclamações nem choraminguices sobre árbitros, pelo menos agradece-se o sossego...



A jornada iniciou-se com um empate entre Académica e Olhanense, num jogo onde se esperava a continuação da magnífica segunda parte que os "estudantes" tinham realizado no municipal de Aveiro, quando com somente 10 jogadores e a perder por 3-0 conseguiram alcançar o empate! Pelo contrário, a equipa algarvia conseguiu somar mais um ponto e manter-se como uma das sensações iniciais da prova, pese todos os problemas que a envolviam, resolvidos entretanto com os famosos empréstimos dos "grandes". Este tipo de concorrência desleal não deveria ser permitido, afinal de contas a luta pela permanência deveria ser feita com as mesmas armas, mas os "grandes" não têm meia dúzia de jogadores a emprestar a cada clube (bem, alguns até têm...) e como tal alguns saem beneficiados, faltando saber quais os critérios, se bem que o melhor é capaz de ser nem saber, já basta ser o campeonato da impunidade, não será preciso acrescentar igualmente da porcalhice!

A jornada continuou com as vitórias caseiras de Porto e Braga sobre V. Guimarães e Beira-Mar, respectivamente. Em ambos os casos vitórias categóricas, com destaque para o facto de Peseiro ter optado por fazer descansar grande parte da equipa uma vez que se encontrava a meio da eliminatória com a Udinese, que acabaria por valer o apuramento para a Champions League. Duas situações ajudaram por certo a este resultado: primeiro a exibição categórica de Rúben Micael, que volta a encher o campo como nos tempos em que actuava no Nacional da Madeira. Perdeu tempo nas passagens pelos bancos de suplentes de Porto e Saragoça mas ainda vai a tempo de demonstrar todo o seu talento, se desta vez optar por ser sério e não andar a pavonear-se como nos tempos portistas. Com algum peso, na minha opinião, o facto da equipa aveirense ter seguramente ainda resquícios do trauma da jornada anterior, nenhuma equipa cede uma vantagem de três golos com um homem a mais em campo e reage automaticamente cinco dias depois! Ainda para mais perante um adversário altamente motivado e com jogadores de qualidade indiscutivelmente superior. Teria dúvidas que o Beira-Mar não perdesse em Moreira de Cónegos, não tive a mínima dúvida que acabaria por perder em Braga, pese o facilitismo de Peseiro (típico nele, voltaremos a assistir ao mesmo seguramente, é a sua trademark) com a apresentação de uma equipa alternativa...

No dia seguinte jogou-se o grosso da jornada, com um jogo em particular a merecer o meu interesse, afinal estava perante uma excelente surpresa e uma triste desilusão. Refiro-me naturalmente à vitória do Moreirense contra o Nacional, confirmando um inicio de sonho dos cónegos e, por outro lado, um inicio completamente falhado dos madeirenses, que tanto haviam prometido na pré-temporada! 

Seguiram-se dois empates, entre Estoril e Paços de Ferreira, assim como entre Marítimo e Gil Vicente, sendo que os maritimistas estavam mais com a cabeça no apuramento inédito para a fase de grupos da Liga Europa (facto bem aproveitado pelos gilistas, adeptos do zero a zero).

O domingo acabou com um clássico do futebol português, com a recepção do Vitória de Setúbal ao Benfica. O clube das meretrizes remediadas, também conhecido por Vitória de Setúbal entre os leigos, manteve a tradição sempre que recebe os clubes da corrupção e do compadrio, aka lampiões e andrades. Contra o Benfica é preciso recuar a 1999 para encontrar um jogo onde o Setúbal não perca para os lampiões jogando no seu estádio, para o Porto então é melhor nem falar, desde que a múmia virou presidente aquilo tem sido um porto de abrigo, ir a Setúbal deve ser o equivalente a ir ao paraíso. Coincidência, ou talvez não, o Sporting vê-se sempre à rasca na terra dos comunistas, porque será, não pagam o tributo? Realmente já estou como alguns portistas cegos que param por aqui, podem ir para a segunda, o Sporting seguramente não ficava a perder, os outros, que se queixam de barriga cheia, eram capazes de estranhar a ausência de 6 pontos contados campeonato sim, campeonato sim!

Quanto ao jogo em si? Acabou com a expulsão ridícula (embora justíssima, ao ver o lance só me lembrei do Miguelito no inicio do campeonato 2009/10, forçando um penalty escandaloso de forma a permitir o empate do Benfica frente ao seu Maritimo... engraçado como os jogadores emprestados do Sporting se esfarrapam todos para se exibirem bem frente aos seus patrões, mas os emprestados dos outros facilitam e voltam a facilitar, e alguns até já nem emprestados são, é mesmo apenas clubite cega...) de um caceteiro made in Luz e com o primeiro golo do Benfica. A partir daí foi um passeio, que nem merece mais comentários. 

A jornada acabou em Alvalade, com a vitória do Rio Ave sobre o Sporting, um resultado surpreendente somente para quem não viu o jogo, pese o facto dos vila condenses se terem limitado a defender 90% do tempo, sem problemas em forçar o anti jogo (algo que os adeptos só criticam quando lhes toca ao seu clube do coração...) a verdade é que o Sporting foi sempre incapaz de furar a muralha defensiva, jogando de forma previsível e lenta, muito lenta. Os restantes comentários a este jogo seguem-se nos prémios apresentados a seguir.


Prémio craque da semana


Se na primeira jornada entreguei o prémio ao Melgarejo (pela negativa), nesta jornada o prémio vai mesmo para um craque, para Lucho Gonzalez. O argentino jogou e fez jogar os companheiros na goleada ao V. Guimarães, demonstrando (se tal fosse necessário) que não regressou ao futebol português em regime de meia pensão, como antigos compatriotas seus, precisamente para o mesmo clube, quem não se recorda dos reformados dourados Pizzi e Esnaider? Lucho é de uma estirpe diferente, sabe o estatuto que tem, quer dentro do balneário quer entre os adeptos, e não esbanja essa posição com atitudes pouco profissionais, um jogador a caminho do final de carreira e que, por via desse facto, capaz de em determinados momentos não apresentar a fluência de jogo desejada, mas fiel ao seu estilo de jogo, sem pontapé para a frente, sempre com objectividade e profundidade. E a capacidade que possui de surgir junto da área para concluir aquilo que os avançados não conseguem provam não só a sua utilidade atacante como mostram a quem não quer ver o que é realmente um médio fora de serie, com ele não há passes e mais passes lateralizados sem qualquer consequência, apenas para manter os dados estatísticos de posse de bola elevados, como se isso interessasse alguma coisa...

Parabens a este veterano argentino, segue na senda de outros veteranos que passaram por Portugal para terminar as respectivas carreiras, mas sempre com elevado grau de profissionalismo. Estou a reocordar-me de Peter Schmeichel e Michel Preud'Homme, por exemplo, dois gigantes mundiais que não passaram apenas por Portugal para apanhar sol. Lucho também não e quem gosta de futebol agradece!


Prémio idiota da semana

A culpa pode até nem ser dele, não sei verdadeiramente qual a função que lhe foi destinada para executar durante o jogo contra o Rio Ave, mas pelo que (não) fez e pelo que supostamente deve fazer, o prémio tem mesmo de ser entregue esta semana a Elias, jogador centro-campista do Sporting.

Elias é o jogador mais caro da história do clube de Alvalade, tendo sido adquirido por um total de 8,5 milhões de euros. Vinha rotulado de internacional brasileiro (estatuto que confirmou durante alguns meses já de camisola verde e branca ao peito) e de peça preponderante para o funcionamento do meio campo leonino. Chegou, viu e venceu, convencendo Domingos Paciência e durante alguns (poucos) meses foi o maestro que a equipa necessitava. Mas depois com a entrada de Ricardo Sá Pinto a preponderância de Elias desceu a olhos vistos. Não foi provavelmente um acaso as melhores exibições leoninas da era Sá Pinto terem sido na Liga Europa, precisamente uma competição onde Elias não podia alinhar. Não quero com isto considerar o jovem brasileiro como um erro e uma nulidade futebolística, mas actualmente não consigo perceber a mais valia que representa ter Elias no onze titular da equipa, até porque se trata de um jogador cuja posição especifica em campo está ainda por determinar. Por comparação com outra equipa que alinha em 4x3x3 (Porto), temos Fernando, Merdas e Lucho no meio campo. Em qual destas posições se encaixa melhor Elias? Trinco? Muito macio, embora conheça a posição, parece funcionar melhor com muleta ao lado. Na posição box to box? Era com esse rótulo que chegou a Alvalade, de um clássico nº8, que tanto defende como ataca, mas o que se tem visto é que quando se trata de atacar encontra-se recuado no terreno, lento a lançar iniciativas ofensivas, e quando é necessário defender junto aos centrais foi ultrapassado pelos centro campistas adversários. Então, na posição de playmaker? Sim, talvez no Brasil onde o futebol se joga a três velocidades, devagar, parado e estacionado. Na Europa, com marcações cerradas e atitudes guerreiras na luta por cada posse de bola, o estilo pausado de Elias não deixa tempo nem espaço para desenvolver o seu jogo. E ele tem jogo, porque de tempo a tempo consegue soltar-se e revelar o seu potencial. Mas isso chega? Tem o Sporting no seu plantel um jogador caro, caríssimo para os seus padrões, que se exibe a espaços e quando tem espaço? Elias saiu do Atlético de Madrid por causa da lentidão de processos e os responsáveis pela sua aquisição supuseram que o brasuca mexeria o rabo mais depressa nos campos lusitanos. Não me parece, e se é verdade que o futebol idealizado por Sá Pinto é lento e previsível resta saber qual o cota parte que deve ser atribuída a Elias, é a ele que se deve exigir responsabilidades, um jogador com estatuto de internacional brasileiro e com a sua conta bancária não deve, não pode fugir das responsabilidades. Assume-te Elias!



Prémio Pensamento Cretino


O prémio desta jornada só poderia ter um destinatário: Ricardo Sá PintoE que disse Sá Pinto para receber a distinção? Nada mais do que o seguinte, quando questionado sobre a actuação do Sporting, após a derrota em casa frente ao Rio Ave:


"Quanto à qualidade de jogo, tivemos momentos de boa qualidade, positivos, e alguns negativos, há que admiti-lo. Mas não estamos fortes, estamos muito fortes e continuamos a acreditar. "


É sempre lamentável quando um treinador perde a noção da realidade, sobretudo quando se dirige à comunicação social externa ao clube. Uma coisa é falar para os seus adeptos e para o jornal ou televisão do clube, outra totalmente diferente é apresentar um discurso público totalmente a leste da realidade. Sá Pinto, nestes 7 meses de carreira como treinador, tem surpreendido pela postura tranquila, rigorosa e com um discurso adequado. É a pressão de ter de começar a apresentar resultados, agora que é o responsável pela equipa desde o inicio da temporada? Se calhar, até porque tarda em encontrar um onze base e não se compreende como aceita a entrada de um jogador (Viola) que está longe de ser a concorrência que Van Wolfswinkel necessitava, Ricardo Sá Pinto pode começar a dar sinais de intranquilidade e nervosismo, expressos em frases como a que merece destaque esta semana. 

O facto é que de equívoco em equívoco Sá Pinto conduziu a equipa para um labirinto de onde não conseguiu sair, e onde um inexperiente mas com a escola lusitana de treinador empata fodas Nuno Espírito Santo se sentiu totalmente à vontade. O Sporting tem alternado o mau com o sofrível nos jogos oficiais e isso deve-se sobretudo ao demérito próprio do que ao mérito do adversário. Como sportinguista este é um sinal que me preocupa, veremos se onde há fumo haverá igualmente fogo...

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

3ª Jornada

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Negativo
Braga –
Fez uma exibição muito fraquinha e acaba por perder com naturalidade.
Porrada – Não sei se fui só eu a ver, mas acho que houve muita porrada por parte dos jogadores da Olhanense, e tudo nas barbas do senhor do apito que fez uma exibição miserável do ponto de vista disciplinar.

Positivo
FCPorto – O mercado não provocou desastres para os lados do Dragão, e durante uma hora fez mais um jogo de deixar água na boca. Moutinho e  Hulk de corpo e alma elevam este FCPorto para um nível muito superior a qualquer equipa em Portugal! Destaco ainda a exibição de Alex Sandro a atacar, pormenor brilhante antes do terceiro golo!

Quais os vossos destaques?

domingo, 2 de setembro de 2012

Adu, Adu, Onde Andas Tu?




Quem aqui não se recorda do Verão em que o Simão Simulão sai do Benfica rumo a Espanha e, para o seu lugar, os dirigentes lampiões contratam a promessa norte americana Freddy Adu? Quem aqui não se recorda do jovenzinho da foto acima, com o pitoresco cartaz no aeroporto, entrevistado por um canal de televisão português, dizendo para quem o queria ouvir que o Simulão não deixaria saudades porque tinha chegado o mini Pelé? (e mini é a palavra mesmo adequada, quer seja referente à estatura do Freddy, quer seja, sobretudo, referente ao verdadeiro talento do Frederico americano)? Pois o jovem tuga que teve ali os seus minutos de fama deve andar terrivelmente aborrecido com a figura de urso que afinal fez para a posterioridade, ainda para mais quando é facílimo encontrar este tão belo momento Kodac na internet! 


Mas afinal qual o motivo pelo qual Adu mereceu tanta atenção? Porque foi tão erradamente valorizado? Terá o Benfica, ou alguém com responsabilidades dentro do Benfica, seguido o conselho de um dos seus filhos que jogava Championship Manager no computador, local onde, de facto, o Makelele dos States tinha jeito para o pontapé na bola?

O texto que se segue encontrei-o num blog desportivo que muito prezo pela qualidade da sua informação e resolvi partilhá-lo convosco. Tirem as vossas próprias conclusões, a minha há muito que já a tirei: o problema do Adu foi o facto dos pais só o terem registado quando os dentes de leite caíram por completo, ou seja, deve ter uns 10 a 12 anos a mais do que realmente tem e, como tal, quando anunciaram um craque talentoso com 15 anos, o mais certo era já ter uns 25! Ou seja, quando chegou ao Benfica já devia ter uns bons 30 anos, podendo deste modo afirmar que até fez um bom trabalho com a camisola lampiónica ao peito! Apreciem...




Freddy Adu, o prodígio fictício


O sonho americano
Foi aclamado como o novo Pelé. Antes de brilhar nos relvados foi estrela de jogos de computador. E no final o jogador que ia revolucionar o futebol nos States e tornar-se no ícone moderno do jogo revelou-se um prodígio fictício. Esta é a história de Freddy Adu.
O jogador que assinou o seu primeiro contrato profissional com 14 anos no meio de pompa e cerimónia joga actualmente no modesto Philadelphia Union, uma das franchises mais modestas da Major League Soccer. Parece a história de uma longa carreira, a soma de dezenas de episódios, sucessos e desaires de um veterano do mundo do futebol. Podia ser, mas está bem longe disso.
Adu tinha 14 anos quando o DC United, um dos principais nomes da reestruturada MLS, decidiu fazer dele uma estreia. Agora tem 23. Apenas e só. Idade para ser internacional olímpico, idade para dar o salto para um grande do Velho Continente. Idade para sonhar. Mas no seu caso particular, sonhar foi a única coisa que Freddy Adu pôde fazer com relativo sucesso.
Não só muitos hoje questionam a sua verdadeira idade como a sua afirmação profissional. Quando surgiu o nome do jogador, a MLS procurava desesperadamente uma forma de catapultar o sucesso logrado pela selecção norte-americana no Mundial de 2002, onde chegou até aos Quartos de Final depois de bater Portugal na fase de grupos e eliminar o México nos Oitavos  de Final. Ainda não tinhamos entrado na era da emigração massiva de veteranos europeus para os Estados Unidos e o “soccer” queria explorar uma fórmula de sucesso mediático para atrair a atenção do público norte-americano. Adu foi a melhor resposta que conseguiram arranjar.
O jovem filho de emigrantes ganeses tornou-se no símbolo dessa nova era para o beautiful game nos States. Ninguém questionou então a sua verdadeira idade – um problema habitual com as selecções africanas – apesar da sua aparência física distar muito de um adolescente de 14 anos. Como estrela do futebol juvenil, o seu nome começou a fazer parte da lista dos olheiros americanos. A sua equipa colegial bateu várias formações europeias em torneios internacionais e sempre com a contribuição fundamental do jovem que em 2003 se tornou, oficialmente, cidadão norte-americano. Era o passo que faltava para que a organização da MLS fizesse dele o mais jovem desportista americano a entrar num draft profissional. À sua volta criou-se um espectáculo mediático que o futebol americano não tinha ainda visto. O DC United, clube de Washington, foi o seu destino, mas a ambição da equipa por detrás de um jogador que era já uma marca estava em exportá-lo rapidamente para a Europa.

A estrela mais precoce

Com 15 anos o jovem jogador estreou-se com a camisola do seu novo clube e abriu caminho para uma autêntica “Adumania”. Foi imediatamente convocado pela selecção de sub-17 dos Estados Unidos e assinou vários contratos publicitários com marcas de prestigio no mercado americano. Na Europa, sempre distante dos Estados Unidos no que diz respeito aos fenómenos futebolisticos, Adu fez-se notar pelo protagonismo inesperado que logrou com a edição de 2004 do simulador Championship Manager. A saga da equipa Sports Interactive tinha-se especializado há vários anos em ser um fiel medidor do potencial real e futuro de muitos jogadores desconhecidos. Os olheiros da companhia entusiasmaram-se com o potencial do norte-americano e transformaram-no numa das estrelas do jogo, tornando-o popular nos quatro cantos do Mundo. Sem ter vencido um só torneio, Freddy Adu já era uma estrela global.
A imprensa começou a apelidá-lo de “novo Pelé”, pela similiaritude física, pelo estilo de jogo e pela necessidade crónica de criar um estatuto de estrela a um jogador que em campo distanciava muito do que se escrevia fora dele. Entre 2004 e 2006, Adu disputou 86 jogos pelo clube de Washington apontando 11 golos. Tinha apenas 16 anos quando esteve à prova no Manchester United, interessado em explorar o mercado norte-americano depois da entrada dos Glazer na estrutura directiva do clube. Esteve apenas quinze dias em Carrington antes de ser devolvido a Washington com desdém. De Washington mudou-se por uma temporada para Salt Lake City e no final de 2007 exibiu pela primeira vez o seu real potencial ao liderar a selecção norte-americana aos Quartos de Final do Mundial de sub-20, disputado no vizinho Canadá. Adu marcou um hat-trick contra a Polónia mas viu-se superado em protagonismo por outra estrela ascendente, Jozy Altidore. Num torneio por onde passaram futuras estrelas como Sergio Aguero, Adrian Lopez, Alexandre Pato, Giovanni dos Santos, Javier Hernandez, Luis Suarez ou Edison Cavani, a imagem do norte-americano distou muito do que prometia anos antes. Mesmo assim o torneio permitiu-lhe dar o salto para o futebol europeu mas não numa liga mediática como muitos esperavam. Adu assinou com o SL Benfica por 2 milhões de euros e estreou-se pouco depois, frente ao Kobenhavn, num duelo da Champions League. Só voltaria a vestir a camisola encarnada por dez vezes nos cinco anos seguintes.

A desilusão europeia do prodígio americano

Em Lisboa o verdadeiro valor futebolistico de Adu começou a vir ao de cima.
Apesar de contar apenas com 19 anos, o jogador demonstrava ter vários problemas para integrar-se num modelo de jogo tacticamente mais exigente e a sua afamada técnica parecia estar longe do que se podia comprovar na realidade. O clube encarnado não conseguiu atrair o retorno mediático que esperava com a contratação do norte-americano e depois de um ano desportivo para esquecer, Adu foi declarado transferível pelo clube. Sem compradores interessados, cientes de que o prodígio criado pela MLS era o mais parecido a um argumento de Hollywood que o mundo do futebol tinha conhecido, Adu acabou por ser emprestado de forma consecutiva a AS Monaco, Belenenses, Aris Salonica e Çaykur Rizespor. Em nenhuma destas aventuras obteve o mais minimo destaque. Apesar de já ser então internacional A pela selecção dos Estados Unidos – marcando presença nos Jogos Olimpicos de Pequim 2008 – o jogador perdeu a visibilidade no mercado da MSL, mais interessado agora em explorar os direitos de imagens de estrelas como David Beckham e Thierry Henry, e desapareceu progressivamente das convocatórias do seleccionador Bob Bradley.
Com 23 anos, este filho do Gana, um país que nos últimos anos se especializou a exportar jovens jogadores de talento que mais tarde acabaram por revelar não ter nem a idade nem o valor anunciado, tem já quase uma década dividida por 200 jogos como futebolista profissional nas costas com apenas 33 golos marcados. Amparado pela popularidade de um jogo de computador de prestigio mundial e por uma campanha de marketing bem orquestrada desde o princípio, Freddy Adu é o espelho perfeito de como o futebol, especialmente num mercado tão competitivo como o americano, pode criar ilusões difíceis de cumprir. Nos Estados Unidos o avançado continuará agora a sua carreira mas o glamour e prestigio que se associavam ao seu nome desapareceu e agora Adu é um entre muitos. Um destino mais real e também mais cruel com aquele a quem muitos viram o mesmo génio que circula nas veias de nomes que escreveram com letras de ouro a história do futebol.

in http://www.futebolmagazine.com

sábado, 1 de setembro de 2012

Aldrabões de Categoria

Os senhores (cof) presidentes do Benfica e Porto acharam por bem lançar umas pérolas em vésperas de fecho de mercado de transferências:



Já agora, duas questões, uma para cada jabardo presidencial:


- O Manchester United já pagou 1€ dos 45.000.000€ que acordou em Janeiro com o Benfica pelo Gaitan? É que devia ser obrigado a fazê-lo, desde Janeiro que nunca mais ouvi falar do Nico, andará na borga com o ex melhor jogador do mundo de sub-17 (priceless...) Anderson?


- O Falcao, após mais uma exibição de sonho na final da supertaça europeia, cotado que está (este sim), seguramente acima dos 60 milhões de euros, continua a ter feito uma má escolha com a ida para Madrid, após 2 troféus europeus, a consagração total em Espanha e na Europa, um contrato milionário com a Puma e, seguramente, o dobro do salário que auferia no Porto?


... e nos entretantos surge mais uma pérola, daquelas que nem a porcos se deve dar, ora vejamos:


A minha pergunta é simples: já aprovaram as drogas ilegais que o Bloco de Esquerda anda há anos a tentar legalizar?