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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Eterno Baía...
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domingo, 16 de dezembro de 2007
No natal de Jesus!!!
FC PORTO 2 Guimarães 0



Manuel Cajuda:
O capitão Petit não esteve com meias medidas no momento de comentar a derrota benfiquista perante o Belenenses. "Fizemos uma exibição péssima. Na primeira parte, então, a equipa não existiu. Temos de continuar a trabalhar mas, desde já, pedimos desculpas aos adeptos pelo que aconteceu neste jogo"

O FC Porto recebeu e venceu o Vitória de Guimarães, por 2-0, em jogo da 13ª. jornada da Liga bwin disputado esta noite no Estádio do Dragão, no Porto. Foi uma excelente partida de futebol ainda que o sinal mais ou se quisermos a maior quantidade de futebol ofensivo pertenceu sempre aos “azuis e brancos” balanceados no ataque desde o primeiro minuto e desde logo a esbanjarem oportunidades de baliza aberta. Bateu-se com dignidade o Guimarães, mostrou que tem uma equipa arrumadinha e com algumas mais valias individuais, mas aquém, muito aquém do poderio do FC Porto. Os golos portistas só surgiram no segundo tempo, por Tarik, aos 55 minutos, e Lisandro aos 73, e não foram senão o corolário do maior número de oportunidades criadas pelo ataque da casa.
Jesualdo Ferreira:
"Temos dez pontos de vantagem justos porque fomos a equipa mais regular, mas ainda não ganhámos nada. Pudemos tirar conclusões claras de que este Vitória é uma boa equipa. Disse que este jogo ia ser mais difícil que o do Besiktas, já depois de vários jogos e daquele que definiu a participação na Liga dos Campeões, que teríamos de jogar nos limites", elogiou Jesualdo Ferreira sobre o adversário. Mas o técnico dos campeões mostrou-se em seguida pragmático: "Depois dos golos, bastou controlar, há alguma fadiga, mas a entrega foi total. Era um jogo muito difícil e tínhamos necessariamente de o ganhar. Com a derrota do benfica são dez pontos de vantagem, mas não significa nada em termos de campeonato".
Manuel Cajuda:
"O jogo correu bem! Diverti-me imenso. Perdemos, é verdade, mas mostrámos capacidade e coragem para actuar praticamente cara-a-cara com uma das 16 melhores equipas da Europa e a melhor da actualidade em Portugal", explicou Cajuda."Eles são grandes e nós estamos a tentar aprender a ser grandes. Tendo em conta que, há 1 ano, ainda estávamos no escalão secundário, creio que podemos e devemos estar optimistas. Já subimos muito, mas é preciso ter calma e paciência. Não se consegue tudo de uma vez. Mas, sinceramente, penso que existem todas as condições para pensar num 2008 ainda melhor para o Vitória! Agora deixem sair o treinador inválido do futebol português"!
Uma palavra aos adeptos do Vitória de Guimarães que se deslocaram ao Dragão: Sempre a cantar enquanto estava 0-0. Assim que se viram a perder, os que se dizem de "únicos" ficaram mudos e só a espaços tentataram cantar... O que é um contracenso para quem se intitula de "único". Com o 2º golo da equipa portista ficaram em silêncio e aos 80 minutos uma boa parte tentou abandonar o recinto de jogo.
Ninguém se pode esquecer que Guimarães é perto da cidade do Porto. Ninguém se pode esquecer que os adeptos do Vitória de Guimarães tiveram bilhetes mais baratos do que muitos sócios do FC PORTO. Ninguém se pode esquecer que lhes foi facilitado o número de lugares que tiveram. Ninguém se pode esquecer que o Vitória de Guimarães está bem posicionado na tabela...
É que eu lembro-me de ver este mesmo Vitória num passado bem presente com apenas algumas centenas de adeptos na bancada... mas a sua equipa estava a meio da tabela!
Belenenses 1 benfica 0
O capitão Petit não esteve com meias medidas no momento de comentar a derrota benfiquista perante o Belenenses. "Fizemos uma exibição péssima. Na primeira parte, então, a equipa não existiu. Temos de continuar a trabalhar mas, desde já, pedimos desculpas aos adeptos pelo que aconteceu neste jogo"
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Não vemos a Tvi porque gostamos de futebol!!!!
Ainda sobre o clássico:Esta foi a hora em que deu o resumo para aqueles que não podem pagar a Sport Tv;
Esta foi a hora em que deu o resumo para aqueles que não poderam ir a um café ver o jogo;
Esta foi a hora em que deu o resumo para aqueles que não poderam ir a casa de outra pessoa ver o jogo.
Efectivamente o futebol espéctaculo é na Tvi!!!!??!!
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Prenda de Natal
Aproxima-se a época natalícia e ao que parece o Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa parece apostado em oferecer a Jesualdo Ferreira um defesa-esquerdo de classe mundial.
Ao que se sabe, Rodrigo Tello está satisfeito no Besiktas, onde é uma das estrelas da equipa, e não pensa sair tão cedo de Istambul. Por isso, a breve conversa que teve ontem com Pinto da Costa não terá passado por questões de mercado, mas apenas o reencontro entre dois conhecidos adversários.
PS: OBRIGADO PRESIDENTE! TEMOS DEFESA ESQUERDO!
Champions League e a tristeza de um país...
Ontem para tristeza deste nosso país à beira mar plantado, o FCPorto conseguiu pela segunda vez no seu largo historial de liga dos campeões a passagem aos oitavos de final ficando no topo do seu grupo. Para isso o PORTO fez uma exibição de grande categoria, tudo parecia fácil, o grande êxito deste Porto é mesmo esse, transformou este grupo num "passeio" e qualificou-se com todo o mérito, aquele mérito que nós estávamos habituados a ver nas equipas que se qualificam em primeiro lugar dos grupos onde estivemos inseridos nas edições passadas.
Portanto eu como Portista estou feliz, mas como português estou triste, muito embora a minha tristeza seja diferente da tristeza dos demais...a minha está na barra da direita (bola e record), a deles esta nos oitavos de final da champions!!!!
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Eis o mítico Bóbó. O Mamadu, prós amigos. Espalhou pancada e cacete pelos campos portugueses durante as décadas de 80 e 90 do século passado. Nunca foi um jogador de “antes quebrar que torcer”... não, Bóbó era um jogador de quebrar e torcer… pernas e canelas alheias!
Foi vedeta no meio-campo do Boavista, e ao lado dele, nas camadas mais jovens, nasciam os futuros aprendizes de bóbós do meio campo do Boavista campeão com Petit e Pedro Santos! Um autêntico coro de meninos bem comportados.
Este Bobó, guineense de nascimento, começou a sua marcante carreira no FC Cantchungo. Foi nomeado, em 2003, o Embaixador do futebol guineense na Europa, Ásia e África. Ficou célebre uma faixa que a Juve Leo lhe dedicou, num jogo de taça entre o Sporting e o Boavista, com o seguinte trocadilho: "Ó Mamadu, faz-me um Bóbó!"
Nos dias que correm Bobó é famoso por ter o seu filho adoptivo, Djibril, a treinar nas equipas juvenis do Chelsea! Ainda vamos ter um Vinnie Jones com sabor a Bobó na Premier League?
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Porque recordar é viver...

Numa altura em que se fala em Mourinho para seleccionador de Inglaterra, não se sabendo se o propalado interesse de Mourinho no cargo é real ou apenas uma forma de pressionar os "grandes" de Espanha e Itália a despacharem-se a contratá-lo (Rijkaard e Ancelotti estão na corda bamba...), nunca esquecendo as palavras do português, que afirmou aos quatro cantos que nunca iria treinar outra selecção que não a portuguesa e que nunca seguiria a carreira de seleccionador antes dos 55 anos (era uma boa forma de reforma activa dizia ele...), recordo aqui um texto que foi publicado no Mais Futebol, numa era em que Mourinho ainda pouco mais era que uma invenção de Vale e Azevedo! Sim, foi ele e não PC que o lançou. O seu a seu dono.
Figo: a coragem dos grandes
26/2/2001
«Sou, desde há anos, um forte crítico do treino analítico e, como tal, resulta-me difícil separar e especificar as tradicionais componentes de um jogador de futebol. Onde começa e acaba o físico, o técnico, o táctico e o psicológico é uma questão cada vez mais démodée. O treino global envolvendo todas as vertentes referentes a um modelo de jogo ganha cada vez mais adeptos no «mundo metodológico».
No entanto, reconheço que para uma abordagem mais simplista e menos técnica, mais «futeboleira» e menos científica, falar-se nas componentes separadamente facilita a compreensão, a comparação e a análise específica.
Falar-se de Luís Figo é, obviamente, falar-se do jogador por excelência, do homem que consegue, de forma harmoniosa, coexistir com toneladas de potencial e onde as qualidades técnico-tácticas-físicas-psicológicas cooperam com uma empatia quase única no futebol de hoje.
Centremo-nos agora na reabertura da Liga dos Campeões e no jogo de Madrid entre o Real e a Lazio. Quando os espanhóis possuem Hierro, Raúl, Roberto Carlos e companhia, e na hora de decidir com um só remate no último minuto, a directa qualificação para os quartos-de-final, é Figo o escolhido (?) para marcar o decisivo pontapé da marca de grande penalidade. Muitos pensarão no porquê da escolha.
Conheço o jogador de cinco anos de trabalho diário em comum e sei que a sua eficácia nessas acções não é esmagadora; sei da paixão dos goleadores como Raúl em tentar aproveitar essas oportunidades para aumentar as estatísticas que um dia o levarão a ultrapassar o mítico Alfredo di Stéfano como o maior goleador da história do Real Madrid.
Obviamente que sei também que os líderes carismáticos como Fernando Hierro não gostam de perder oportunidades de mostrar ao mundo o seu status e personalidade. Naquelas horas muitos duvidam, alguns tremem, outros escondem-se. Luís Figo agarrou na bola com a convicção e a «arrogância» que fazem dele o melhor dos melhores.
Onde está a diferença? No campo psicológico. Os grandes têm coragem, são decididos, não têm medo de falhar, adoram a responsabilidade, divertem-se com o risco, assustam o stress e a pressão. Decididamente, o campo psicológico faz a diferença...»
Numa epoca onde o destaque vai para Cristiano Ronaldo (sem dúvida alguma titularíssimo da selecção portuguesa) e para Ricardo Quaresma (que, embora muitos não o digam, falhou 20 passes no último clássico, já para não falar do total alheamento ao jogo durante largos períodos do mesmo...), Luis Figo ainda é relembrado, aos 35 anos, pelo seu valor, liderança e resistência, para liderar os tugas no próximo europeu. Estive no jogo frente à Finlândia e não tenho dúvidas quanto a esse assunto. Nem teria JRR Tolkien, que até na sua literatura preconizou o "Regresso do Rei" para a vitória final. Num País de naturalizados às 3 pancadas, onde o seu melhor treinador acena à sua amada Inglaterra... que falta fazem aqueles que honram a camisola sem pensarem noutras cores. Volta Figo e salva-nos de uma selecção liderada por ciganos e brasileiros!
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
De sapo em sapo!!!!
O benfica recusou hoje reagir às acusações de José Veiga, antigo director-geral da SAD do clube da Liga portuguesa de futebol, que diz que o presidente "encarnado" revela "insegurança e falta de liderança".
As acusações são feitas pelo antigo director-geral da SAD "encarnada" no livro "Como tornar o benfica campeão", escrito por José Veiga em parceria com os jornalistas Camilo Lourenço e José Marinho, que é apresentando sexta-feira em Lisboa.
No final da vitória do benfica no reduto do Shakhtar Donetsk, na terça-feira, o presidente benfiquista, Luís Filipe Vieira, disse que dedicava o triunfo "a todos os que vivem à custa de dizer mal do benfica", numa alusão a uma entrevista dada por José Veiga à TVI.
No livro, José Veiga referiu ainda que Luís Filipe Vieira tem "súbitas e frequentes mudanças de opinião" e que o futebol do benfica não tem, actualmente, organização.
Luís Filipe Vieira disse que "quando se fala de organização há pessoas que não podem dar lições, quando não sabem organizar a vida deles".
Oh Veiga é preciso escrever um livro??? Para se perceber como tornar o benfica campeão?
A resposta é simples:
domingo, 2 de dezembro de 2007
Do advento...até à Quaresma!!!!!
Hora: 19:45
benfica: Quim; Luís Filipe, Luisão, David Luiz e Léo; Jorge de Sousa, Petit, Katsouranis, Maxi Pereira, Rodriguez e Rui Costa; Nuno Gomes
Suplentes: Butt, Edcarlos, Cardozo, Binya, Di María, Nélson e Adu
Treinador: José Antonio Camacho
FC PORTO: Helton, Bosingwa, Bruno Alves, Pedro Emanuel e Fucile; Paulo Assunção, Raul Meireles e Lucho González; Tarik Sektioui, Quaresma e Lisandro López
Suplentes: Nuno, Stepanov, Cech, Mariano, Bolatti, Postiga e Kazmierczak
Treinador: Jesualdo Ferreira
O FC Porto alargou para sete pontos a vantagem sobre o benfica no campeonato graças à vitória, justissíma, por 1-0, esta noite na Luz perante o velho rival, que terminou assim mais de um ano de invencibilidade na prova. O FC Porto controlou por completo a primeira parte, culminando o domínio com um golo de Quaresma, aos 42’. Um tento mais do que merecido. No segundo tempo, o benfica foi mais pressionante. Depois de Jesualdo Ferreira ter substituído Tarik por Hélder Postiga, Camacho fez entrar Cardozo e sair Katsouranis, que desde que regressou ao meio-campo, está a render muito menos do que o habitual. Até final o benfica continuou no ataque, mas sem grande sucesso. Para o campeonato, os encarnados já não perdiam há mais de um ano...
José António Camacho atribuiu o desfecho do jogo ao desequilíbrio verificado na primeira parte: "Fomos uma equipa inexperiente, ao não conseguirmos segurar a bola, o que permitia ao FC Porto fazer contra-ataques".O técnico espanhol considera, no entanto, que as coisas mudaram bastante no segundo tempo. "Passámos a segunda parte sempre no meio-campo do FC Porto. Não parámos de atacar. Infelizmente, ão conseguimos marcar.
Jesualdo Ferreira não teve dúvidas em considerar justa a vitória do FC Porto, sobretudo por aquilo que a equipa produziu nos primeiros 45 minutos. "Controlámos o jogo na primeira parte, com uma pressão alta, e os contra-ataques rápidos surgiram com facilidade, apesar de termos tido algum desacerto no último passe. A vitória era justa ao intervalo", analisou o técnico portista no "flash-interview" da Sport Tv. "Na segunda parte, o benfica pressionou muito, mas não conseguiu criar ocasiões de golo. Aliás, foi o FC Porto que teve duas boas oportunidades. Nesta segunda parte acusámos alguma fadiga. Mas colectivamente fomos muito fortes e estivemos bem a defender. O encontro teve duas partes repartidas, mas o resultado foi justo. Queria felicitar a minha equipa. Tenho muito orgulho por aquilo que eles fizeram", sublinhou o técnico, que aproveitou para cumprimentar os adeptos portistas presentes no Estádio da Luz.
PS: Numa semana decisiva para a equipa, Luís Filipe Vieira liderou na quinta feira uma comitiva composta por Manuel Vilarinho, Walter Marques, Sílvio Cervan, Nuno Gomes e Petit, numa visita à Assembleia da República, onde foram recebidos pelo presidente do Parlamento e conhecido benfiquista, Jaime Gama. Após a recepção na sala presidente e uma curta visita às instalações de São Bento, inclusivamente o hemiciclo, seguiu-se um jantar muito participativo promovido pelos deputados adeptos do clube da Luz.
O presidente da Assembleia da República (AR), Jaime Gama, foi presenteado com uma camisola oficial da equipa de futebol do benfica, durante a recepção a uma pequena comitiva do clube lisboeta, liderada por Luís Filipe Vieira. O presidente dos encarnados esquivou-se às perguntas dos jornalistas após o encontro e Jaime Gama também não prestou declarações, pelo que foi impossível apurar o grau de satisfação da segunda figura do Estado português com a oferta benfiquista.
Para quem tanto criticou o FC PORTO... Só resta contratar um bom empreiteiro!!!
Motivo: Os telhados de vidro partiram!!!!!! E não é filme... !?!
sábado, 1 de dezembro de 2007
Chelsea FC - Houve e Haverá Vida sem Mourinho!
Aqui fica um breve apanhado dos últimos 15 a 20 anos da história recente do Chelsea, como prometido aquando da fuga do pequeno mouro, à primeira contrariedade séria da sua carreira! Não, o Chelsea não era um clube qualquer nem passará a ser um clube qualquer! Os milhões de Abramovich, que apenas começaram a jorrar 10 meses antes da entrada do Mourinho (da maneira que alguns falam dá ideia que o magnata já por lá andava a desperdiçar dinheiro há uma década... quem o fez durante uma década foi o excêntrico dono do Inter de Milão e sem sucesso, não confudir!), valerão num futuro próximo novos títulos, não tenho dúvidas. Mancini é a prova viva que o dinheiro dá titulos, já Jesualdo é a prova viva que o compadrio e o sistema fazem, de burros, treinadores campeões! Mas voltemos ao Chelsea...
No inicio de uma nova década (90) o clube gasta pela primeira vez acima do milhão de libras numa temporada, nas aquisições de Andy Townsend e Dennis Wise mas as épocas inicias da década de 90 mantiveram-se frustantes, com o clube perdido a meio da tabela da Premier League e, num hábito desesperante, tornando-se presa fácil pelos clubes de divisões inferiores nas taças internas. Em 12 épocas o Chelsea foi afastado 13 vezes por clubes de divisões secundárias!
Em 1993 Glenn Hoddle é o escolhido para treinador principal, escolha essa que se revelaria acertada uma vez que, de imediato, o futebol praticado pelo Chelsea apresenta notórias melhorias, sendo a presença na final da FA Cup o resultado de uma primeira época de regresso à ribalta. Muito embora tenham sido derrotados pelo campeão inglês, Manchester United, por 4-0, resultado demasiado pesado para o que se passou em campo, estava lançada uma pequena amostra do que ambicionavam, há tanto tempo, os seus fiéis adeptos: a capacidade de luta com as melhores equipas inglesas!
O ano seguinte foi igualmente de notória progressão, com as tácticas de Hoddle a conseguirem levar uma equipa limitada, quer em número quem em habilidade, às meias-finais da Taça dos Vencedores de Taças, elevando o estatuto do clube a nível europeu. Juntando a esse estatuto o clube encetou um caminho que provaria ser o certo: com extra fundos garantidos, era necessário a presença de um jogador de inquestionável valia e reputação: a escolha recairia em Ruud Gullit, um veterano jogador holandês que brilhou em Itália e ao serviço da sua selecção, inquestionavelmente um dos 10 melhores jogadores do último quarto de século! Mas o desejo do clube em se reforçar com qualidade não se ficou por aqui: Mark Hughes seria resgatado ao colosso Man. United e Dan Petrescu, internacional romeno seria o seguinte, numa abordagem metódica de forma a abolir o tradicional kick&rush britânico por um futebol mais continental de passe e posse de bola. Se houve equipa britânica que iniciou a revolução que culminaria com a adopção, por parte dos clubes de top, do estilo europeu de jogo, esse titulo pertence ao Chelsea.
Em apenas uma temporada Gullit era designado “melhor jogador da história do clube” e Glenn Hoddle partia do clube para se tornar seleccionador inglês, no Verão de 1996. Para o seu lugar de treinador do Chelsea quem melhor… que o melhor jogador de todos os tempos do clube? Assim começa a carreira de Gullit no banco dos blues que, usando todo o seu conhecimento e influência, recruta da Serie A italiana, o ponta de lança Gianluca Vialli, assim como o centro campista internacional italiano Roberto Di Matteo e o defesa internacional francês Frank Leboeuf. Gianfranco Zola – outra estrela do calcio – assinaria meses mais tarde.
No final dessa época o clube encontrava-se novamente na final da mais importante Taça do Mundo do futebol: A Taça de Inglaterra! E desta vez o Chelsea estava preparado! Bastaram 43 segundos para Di Matteo colocar o clube em vantagem, um record para uma final em Wembley! Eddie Newton selaria o resultado final de 2-0 frente ao Middlesbrough. Uma longa espera de 26 anos terminava, o primeiro título de uma nova era estava conquistado e a sua comemoração entrou para a história!
No inicio de nova temporada, e explorando os efeitos da Lei Bosman, o Chelsea volta a atacar o mercado de jogadores, reforçando-se com jogadores da qualidade do uruguaio Gustavo Poyet e do jovem norueguês Tore André Flo, praticamente a custo zero. Seguiram-se Celestine Babayaro, o internacional inglês Graeme Le Saux e o guarda-redes holandês Ed de Goey. Estas cinco unidades provariam ser elementos de destaque nas épocas seguintes!
Essa época culminaria em novo sucesso com a vitória na Taça da Liga frente ao Middlesbrough (2-0, golos de Frank Sinclair, produto das camadas jovens e Di Matteo), mas já com Vialli no comando técnico, uma vez que, em virtude de ter recusado a renovação de contrato, Gullit acabaria por sair no início de 1998. Mas o feito maior estava reservado para Estocolmo, em Maio, quando 20 mil adeptos do Chelsea viram Zola sair do banco para marcar o único golo do jogo frente ao Estugarda e assegurar a segunda Taça dos Vencedores de Taças da história do clube! No Verão que se seguiu Frank Leboeuf fez parte da selecção francesa que conquistou o Mundial, tendo como parceiro defensivo Marcel Desailly, jogador que tinha acabado de assinar contrato pelos blues de Londres.
No inicio da temporada seguinte, 98/99, no principado do Monaco, e com um golo solitário de Gustavo Poyet, o Chelsea conquista a Supertaça Europeia, a expensas do então campeão europeu, Real Madrid! O renascimento do Chelsea como grande equipa do futebol europeu estava consumado, faltava agora consolidar o estatuto de equipa de topo do futebol britânico, juntando-se a Manchester United e Arsenal como sério candidato ao título da Premiership. A época representou o mais sério desafio ao título desde a década de 60. Finda a época, o Chelsea termina a prova em 3º lugar, a somente 4 pontos do super ManUnited, vencedor do treble (Campeonato, Taça e Liga dos Campeões!). Ficou para a história uma temporada do Chelsea em luta pelo título até final, com somente 3 derrotas em 38 jogos e com Ed de Goey a estabelecer um novo recorde de jogos sem sofrer golos! A estrutura defensiva da equipa revela-se como a melhor do futebol inglês!
Na entrada do novo milénio a equipa participa pela primeira vez na mítica Champions League, e a presença tem de ser realçada, com um notável alcance dos QF da prova, eliminados somente aos pés de um Barcelona comandado superiormente por Luis Figo, futuro bola de ouro da epoca pela France Football! Ficam no livro de recordações dos adeptos o golaço de Dennis Wise no empate em San Siro frente ao AC Milan, a categórica vitória sobre o Galatasaray (5-0!) na Turquia e a primeira mão dos QF, frente ao Barcelona, em Standford Bridge, com vitória por 3-1. Não fora o golo de Luís Figo e quem sabe onde pararia esta equipa…
Como prémio para mais uma campanha de nível fica a vitória na Taça de Inglaterra, a última disputada no antigo Estádio de Wembley, perante o Aston Villa, com golo de Roberto Di Matteo.
Vinte anos após o clube estar perto de fechar portas devido a bancarrota, Jimmy Floyd Hasselbaink foi contratado por uma soma (15 milhões de libras!) que igualava o recorde gasto em Inglaterra! O sucesso dentro das 4 linhas igualava o sucesso alcançado por habilidosos homens de negócios que conseguiram rentabilizar um clube que se encontrara outrora moribundo. Um golo do holandês no seu primeiro jogo com o clube deu a conquista da Charity Shield, o 6º troféu em somente 3 anos! Em toda a sua história o clube tinha apenas 4 títulos relevantes conquistados. O futuro era risonho para os adeptos do Chelsea, faltando somente a conquista da Premiership para dourar os seus sonhos. Mas a mesma, ninguém duvidava, era uma questão de tempo. O crescimento sustentado do clube, ao contrário de sucessos esporádicos de Blackburn e Newcastle, era real e consolidado.
Levantando o trofeu como capitão, Dennis Wise, onze anos no clube, um símbolo vivo do novo Chelsea, ele que viveu todo o período de renascimento do clube, tornando-se um idolo aos olhos dos adeptos. No entanto a época revelar-se-ia frustante, consolidando problemas entre Vialli e numerosos jogadores, sobretudo pelo falhanço nas contratações e pelo facto da equipa se encontrar envelhecida. Era chegada a altura de uma nova estratégia, bem como um novo técnico.
O escolhido seria Claudio Ranieri. Eleito para alcançar o feito desejado por todos, o titulo de campeão inglês. O objectivo não foi alcançado mas Ranieir levou o Chelsea a outra final da FA Cup em 2002, perdendo no entanto o título para o Arsenal FC.
Ken Bates vendeu o clube em Junho de 2003 para o bilionário russo Roman Abramovich, que investiu uma grande quantia de dinheiro na equipa, chegando ao vice-campeonato da Premier League na temporada 2003-2004 e à meia-final da Liga dos Campeões da UEFA. Convém, no entanto, realçar o facto do título ter sido perdido para a equipa que mais pontos fez no campeonato inglês desde o inicio do milénio, o Arsenal, equipa essa que em 38 jornadas sem manteve invicta! E, quanto à Champions League, o Chelsea só não alcançou a final da prova (e o título pela certa…) porque Hugo Ibarra, jogador do Monaco, marcou um golo com a mão, golo esse decisivo para aniquilar as hipoteses da equipa londrina.
Roman Abramovich é que não esteve pelos ajustes e, como se verificaria posteriormente, cruxifica o treinador. O italiano Claudio Ranieri foi demitido, após terminar a temporada sem títulos, dando lugar ao português José Mourinho. O sucesso do Chelsea aos comandos do português é por demais conhecido, ficando apenas por escrever uma verdade à La Palisse: o Chelsea alcançou os titulos que seriam alcançados mais cedo ou mais tarde. Mesmo sem Abramovich, mesmo sem Mourinho! O caminho fora traçado correctamente desde os primórdios da decada de 90, o crescimento foi sustentado e decidido, a equipa reforçada sempre com jogadores de valia indiscutível e incontestável… o surgimento do orçamento de Abramovich acelerou o processo. Jose Mourinho surgiu no local certo à hora certa, recolheu os louros, assim que as coisas começaram a tremer, deu de frosques, mas este Chelsea será novamente campeão inglês e vencerá, num futuro próximo, a Champions League. Nada do que foi conseguido foi obra de um profeta, e o facto de um trolha israelita estar a conseguir os resultados que se vêem, só prova a minha teoria. Reduzir o Chelsea a Mourinho é ter zero conhecimento do futebol inglês e do Chelsea. E, embora seja sobretudo “adepto” do ManUnited e do Arsenal, há muitos anos, ainda Mourinho era tradutor, a minha simpatia pelo Chelsea nasceu no dia em que Mourinho fugiu, a escassos dias de perder em Old Trafford! Era com inegável satisfação que assistiria à chegada à final da Champions da equipa que Mourinho afirmava como insuficiente. Como se um plantel constituído por Petr Cech, Ricardo Carvalho, John Terry, Ashley Cole, Michael Essien, Makelele, Frank Lampard, Michael Ballack, Joe Cole, Andrei Shevchenko e Didier Drogba, entre outras reservas de luxo, não fosse suficiente para qualquer treinador agradecer tanta qualidade! Pode-se não ganhar as provas, até porque só há um trofeu e vários adversários à altura, mas insinuar que a equipa não é competitiva só de quem se julga com o rei na barriga!
Aqui fica uma pequena lista de excelentes jogadores de nível mundial que representaram o Chelsea nos últimos 15 anos, demonstrando que havia vida pré Mourinho:
Década de 1990: Dmitri Kharine, Ed de Goey, Roberto di Matteo, Albert Ferrer, Ruud Gullit, Mark Hughes, Vinnie Jones, Frank Leboeuf, Dan Petrescu, Gianluca Vialli, Dennis Wise, Gianfranco Zola, Brian Laudrup, Graeme Le Saux, Celestine Babayaro, Pierluigi Casiraghi, Tore Andre Flo, Gustavo Poyet
Anos 2000: George Weah, Hernán Crespo, Mario Stanic, Marcel Desailly, Christian Panucci, Damien Duff, Adrian Mutu, William Gallas, Eidur Gudjohnsen, Jimmy Hasselbaink, Emmanuel Petit, Juan Verón, Jesper Gronkjaer, Zenden.
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