
O que é isso de ser ultra? É acompanhar a equipa a todo o lado? Bem, se me pagarem as viagens a Tóquio para ir ver a Taça Toyota, carago, sou Ultríssimo! Nem preciso de tanto, ponham-me na mão bilhetes para ir à Madeira duas vezes por ano e eu desato já a saltar! Não, dizem alguns defensores desta causa perdida e insignificante (ser ultra, obviamente), tão importante como ser defensor da fornicação homosexual entre coelhos albinos, os ultras pagam as viagens do seu próprio bolso! Pois eu digo que pagam o caralho do seu próprio bolso, quanto muito compram os bilhetes com os lucros da venda de droga! Ou será a comunidade ultra constituida apenas por betos e meninos ricos? Serão os SuperDragões "Fozeiros"? Basta olhar para eles para verificar que se acompanham a equipa fazem-no a expensas de outros, que obtêm apoio quer no clube quer em negócios seguramente ilicitos! Isto é uma parte de ser ultra, ou seja, ser marginal! Poupem-me ao choradinho de meia dúzia que não condiz com este perfil traçado, esses são uma escassa minoria que não incomodam ninguém. Ser ultra é igualmente apoiar a equipa com cânticos! Mentira, pura e dura! Que apoio é esse quando se passa metade do jogo virado de costas a saltar, qual manada de gado, e em que metade dos cânticos é dedicada a insultar os clubes e adeptos rivais? Para mim a melhor imagem que guardo do exemplo de ser ultra encontra-se na meia dúzia de badamecos dos SD, semi-despidos, pendurados na bancada do Estádio de Tóquio a gritar pelo Benfica, isto a mais de 10 000 Km de Portugal!
Ser ultra é um mito! São, na sua esmagadora maioria, uns canalhas sem escrupulos que mereceriam espancamento policial. Provavelmente alguns deles até gostariam, pelo menos pelas atitudes provocatórias com que desafiam as forças policiais. Muito me ri quando vi o site criado por esse bando de energúmenos dos SD, aquando da visita a Alvalade há duas temporadas. Esses cabrões que até se deram ao luxo de usar crianças para manipular a opinião pública contra a carga policial que levaram (e foi pequena certamente) nas costas! Ofendem, roubam, agridem, sujam, poluem, são autêntica escumalha, cães sem dono, e no entanto, quais anjinhos, passaram um atestado de inocência que só captou a atenção de quem vive na ignorância.
Serve esta introdução para defender o meu ponto de vista sobre claques: Extinção Pura e Simples! Peguei no exemplo dos Super Dragões uma vez que, neste milénio, são o maior grupo marginal do País. Desde desacatos com policia, roubos, invasões de treino, agressões a jogadores (Pena, Derlei, Deco, Raul Meireles, entre outros), tentativa de assassinato a Co Adriaanse, faltas de respeito por momentos solenes como ficou demonstrado na homenagem a Manuel Bento, enfim, mencionem um crime e provavelmente um qualquer SD já o cometeu! Mas claques como Diabos Vermelhoes, No Name Boys, Juventude Leonina e Ultras XXI não merecem igualmente contemplações. O que se passou no estadio da Luz é um aviso que tem de ser levado a sério pelos dirigentes do futebol e pela classe politica. Estes marginais têm locais nos estádios dos quais julgam ser donos, comercializam e lucram com merchandising cujos direitos deveriam pertencer exclusivamente aos clubes, perpetuam actos indecentes, como o que efectuaram há duas epocas, comprando bilhetes nas filiais do Benfica, bilhetes esses destinados a adeptos benfiquistas e que poderiam ter posto em causa a segurança de familias que vão ao futebol tentar divertir-se e não provocar desacatos! São atitudes de xicos espertos que se julgam impunes, acima da lei!
Tem razão Luis Filipe Vieira em não disponibilizar bilhetes para adeptos do Sporting, uma vez que os adeptos benfiquistas e respectivas familias, que se deslocam ao seu estádio para passar um bom bocado, não merecem correr o risco de levar com petardos e cadeiras em cima! Tal como tem todo o direito a direcção leonina em proibir a entrada de adeptos rivais em jogos de alto risco, assim como a direcção portista! Este é o primeiro passo a ser tomado pelos clubes, a proibição das claques rivais em vandalizar os recintos e criar ambientes de terror para o comum adepto. No entanto não é saudavel a proibição total, uma vez que já fui variadissimas vezes ao estádio portista ver o Sporting e sempre com as melhores das intenções. Pessoas normais e civilizadas não podem ser penalizadas. Sendo assim cabe ao Governo aprovar a lei que proiba a formação de claques desportivas e promova a extinção das existentes, pelo menos as que apoiam os 3 maiores clubes portugueses. Essas têm de ser automaticamente exterminadas, as restantes estariam condenadas ao primeiro acto de vandalismo!
Meus senhores, o Porto foi campeão europeu em 1987, não só pelo facto do Sporting ter, na epoca anterior, ganho na Luz (uma semana depois de lá ter perdido por 5-0 pra taça...) e entregue o titulo ao então segundo classificado, FCP, futuro campeão europeu (e este ano a história, pelo menos a nível nacional, vai repetir-se!) mas sobretudo pelo facto das equipas inglesas, as dominadoras das competições europeias à epoca, indiscutivelmente, estarem proibidas de participar nas mesmas após a tragédia de Heysel Park! E que fez o Governo britânico? Pois bem, prendeu uma serie de hooligans e a esmagadora maioria ficou com cadastro policial e proibida, ad eternum, de entrar num recinto desportivo inglês! Por esse motivo é que se verificam escaramuças de adeptos ingleses em recintos por esse mundo fora mas nunca em Inglaterra! No entanto, todos nós que vibramos com Chelsea, ManUnited, Arsenal, Liverpool, Tottenham, Everton, não vemos (e ouvimos!!) um apoio extraordinário vindo das bancadas? Estão lá claques? Não, estão lá adeptos, como eu e todos aqui do blog, que sabem os hinos do clube, que cantam e incentivam os seus jogadores, que gostam de futebol e vibram com futebol, que aplaudem os seus jogadores no final de cada desafio, seja lá qual for o resultado final! Veem-se familias inteiras a rejubilar, muitos conhecem-se exclusivamente daquele local, quinzenalmente, não precisam de filiação a uma claque para apoiarem a equipa, para conversarem! E isto acontece igualmente nas bancadas em Portugal, onde quem tem bilhete de epoca conhece e já conversou seguramente com os "desconhecidos" da mesma fila, ou das filas próximas. Apesar de desconhecidos fora do estádio já se cumprimentam e comentam o jogo, como se fossem amigos de longa data! É este o ambiente que se deseja num estádio e que tem de crescer. Ver a selecção portuguesa não é sempre uma festa? Estão lá as claques? Espontaneamente começam cânticos e começa a "onda" e o ambiente é festivo! Cadeia para todos os que ousam falar nos beneficios das claques, na "vida" que elas proporcionam nas bancadas! São o cancro do futebol, são um dos motivos pelos quais os estádios estão vazios, são o motivo porque não se vêem crianças nos estádios, que levariam consigo os pais e amigos!
Para acabar não posso deixar passar a troca de acusações e o sacudir de responsabilidades de Porto e Benfica. Fica-lhes muito mal essa atitude, sobretudo a Pinto da Costa e seus pares. LFV, sabendo que os animais que receberia no seu estádio, nem numa pocilga teriam lugar, muito menos por cima dos adeptos encarnados. Bem sei que os adeptos do ManUnited, Celtic, PSG e demais ficaram nesses locais, mas não era preciso ser bruxo para adivinhar o que sucederia. Bem poderiam estar na plateia do primeiro piso as putas das mães que em má hora não optaram por abortar aquelas bestas, que mesmo assim as atitudes deles seriam as mesmas! Mal senhor Vieira, muito mal. E que dizer do comunicado portista, aquela aberração carregada de palavras e onde, em nenhuma altura, se lê uma única critica e condenação à atitude da claque patrocinada e afilhada do presidente portista? Se dúvidas houvesse quanto à valia como ser humano de Pinto da Costa, este comunicado de merda esclarece-me definitivamente.